Félix percebeu o movimento na porta e virou a cabeça imediatamente. Ao ver que era apenas ela, sua testa se franziu.
"Onde ela está?"
Janaina entrou, sem graça, balançando o recipiente térmico em sua mão.
"A Celina esteve aqui. Ela disse que provavelmente você não comeria o café da manhã que ela trouxe, então... ela foi embora."
Félix fechou os olhos e respirou fundo. O movimento do peito repuxou os ferimentos nas costas, causando ondas de dor aguda.
"Traga para dentro."
Depois de instruir Janaina, ele olhou para Luiza, a impaciência evidente em seu rosto.
"Você também pode ir. Leve todas as suas coisas. E não precisa mais vir aqui."
O rosto de Luiza ficou pálido, e seus olhos se encheram de lágrimas.
"Félix, só porque a Srta. Reis está chateada, você vai cortar completamente os laços com a Família Palma? Meus pais te trataram como um filho por tantos anos, esse afeto, você vai simplesmente descartar?"
"Saia!", a voz de Félix estava contida, mas cheia de descontentamento.
Luiza, vendo sua atitude firme, sabia que não adiantaria dizer mais nada. Ela guardou os recipientes de comida e saiu com uma expressão magoada.
Assim que a porta se fechou, Félix, suportando a dor nas costas, perguntou com os dentes cerrados: "Para onde ela foi?"
"A Celina me pediu para trazer para dentro... Eu, eu vou atrás dela agora!"
Janaina virou-se imediatamente e saiu correndo.
Celina entrou no carro, sentindo-se oprimida. As palavras de Bernardo no dia anterior vieram à sua mente.
Então, ela pegou o celular e fez uma ligação.
"A hora da viagem para a Cidade K já foi definida?"
Bernardo riu do outro lado da linha. "Pode ficar tranquila, não vou te enganar. O voo está marcado para as 11h10, teremos que almoçar no avião."
Celina disse com indiferença: "Faça um upgrade para a classe executiva. Eu vou com você."
A voz de Bernardo de repente se encheu de surpresa. "Celina, você..."

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