“Ou será que o Diretor Leite está com pena da pessoa que usava o colar?”
“Celina, você sabe que não é isso que eu quis dizer.”
“Mas é o que eu quero dizer!”
Celina virou-se abruptamente, seu olhar para Félix também era frio.
“Qual o problema em destruir um colar? Elas vivem cobiçando o que não lhes pertence. Se eu não me posicionar, por que me casaria com você?”
Félix franziu os lábios, olhando para ela, sem continuar a discussão.
No entanto, o silêncio que se seguiu no carro era sufocante. Laiane mal ousava respirar.
Finalmente, o carro parou em frente à mansão.
Celina não abriu a porta para descer. Em vez disso, deu uma ordem a Laiane no banco do motorista: “Leve-me para um hotel.”
Félix franziu a testa. “Não brinque. Esta é a sua casa.”
Celina o ignorou.
Félix olhou para o perfil inflexível dela e, sentindo-se impotente, recorreu a uma tática para ganhar tempo.
“Se não quiser me ver, eu posso dormir no escritório.”
Sua intenção era ceder para avançar, esperando que ela visse sua tentativa de reconciliação e desistisse da ideia do hotel, para que ambos voltassem para o quarto.
Para sua surpresa, Celina respondeu de forma seca e imediata: “Ótimo.”
Félix engoliu em seco, desejando poder voltar alguns segundos no tempo e retirar sua proposta.
Celina desceu do carro e se afastou sem olhar para trás.
Félix suspirou e a seguiu discretamente.
Os dois entraram na mansão, um atrás do outro.
Celina, vestindo o casaco dele, foi para o quarto. Félix, resignado, dirigiu-se ao escritório.
A cena foi observada por Sandra.
Escondida atrás de uma coluna, um brilho astuto passou por seus olhos. Ela correu para o quarto da filha.
“Clara, eles brigaram e vão dormir em quartos separados. É a sua chance!”

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