Celina recuou dois passos discretamente, distanciando-se de Félix.
Félix, percebendo que a pessoa que aquecia seu coração há pouco, em um piscar de olhos, havia retornado à sua frieza habitual, franziu a testa.
"Walace, por que você não lembrou o senhor?", o tom de Agnes era familiar, como se fosse a dona da casa.
"Srta. Agnes..."
Walace fez uma reverência, com uma expressão de dificuldade.
Antigamente, ela podia entrar e sair com frequência, mas agora...
"Como você entrou?"
A voz de Félix não tinha calor.
Mas Agnes já estava acostumada. Ela apontou com o queixo para a porta.
"A Sandra estava limpando seu carro, me viu e me convidou para entrar. Além disso..."
Ela se aproximou de Félix, tentando pegar em seu braço.
"Eu venho aqui com frequência, é como se fosse minha casa."
Félix deu um passo para o lado, deixando-a agarrar o vazio.
"Antes, a mestra pedia, e eu avisava o Walace para não te impedir. Mas agora as coisas são diferentes."
"Cunhado", Agnes, como se não entendesse suas palavras, começou a fazer manha. "Eu tive alta do hospital, mas não quero me recuperar em casa. Quero ficar aqui com você."
Na verdade, ela havia forçado a alta.
Seu objetivo era se mudar para lá e irritar Celina.
No entanto, antes que Félix pudesse falar, Celina interveio.
"Walace, a Srta. Palma tem um quarto fixo aqui?"
Walace olhou para Félix e respondeu com sinceridade: "Havia um quarto de hóspedes que não era exclusivamente da Srta. Agnes, mas ela deixou muitos de seus pertences lá."
Celina, com uma expressão calma, disse: "Leve a Srta. Agnes para arrumar suas coisas."
"O que você quer dizer? Esta é a casa do meu cunhado!", Agnes disse, agitada.
Félix a corrigiu lentamente: "Nesta casa, quem manda é a minha esposa."
Agnes ficou sem palavras com a resposta direta dele.
"Você não estava com pressa?", Celina olhou para Félix.

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