"Então", Celina mudou de assunto, "se você veio me impedir, acha que eu não vou recusar?"
Suas palavras deixaram Laiane sem resposta.
Vendo-a sem palavras, Celina acrescentou: "Pense bem, a intenção dele não era que você viesse me proteger?"
Laiane hesitou, sentindo que algo estava errado, mas a lógica parecia fazer sentido.
"Afinal, ele sabe exatamente do que sou capaz", concluiu Celina.
Laiane entendeu na mesma hora.
A recém-nomeada segunda secretária de Félix, ainda não familiarizada com os procedimentos, acabou sendo completamente ludibriada pela própria senhora.
"Certo, então. O que a senhora quer que eu faça?"
Celina, que pretendia fazer uma ligação, abaixou o celular e tirou uma certidão de casamento da bolsa.
"Vá e chame a imprensa mais famosa daqui, os blogueiros com mais seguidores. A Família Palma está segurando meu marido contra a vontade dele, e eu exijo uma satisfação agora mesmo."
Depois de dar as instruções, ela se virou para o empregado com o olhar desdenhoso, e seus olhos se tornaram gélidos.
"Vá e diga a eles que, se um único fio de cabelo do meu marido cair na Família Palma, o ‘assunto de família’ de hoje se tornará a manchete nacional de amanhã."
O rosto do empregado ficou pálido. Sem se importar com mais nada, ele se virou e correu para dentro para transmitir a mensagem.
Laiane segurou o celular contra o peito, sentindo uma admiração crescente por Celina.
Apenas dois minutos depois, o portão da Família Palma se abriu.
O mordomo saiu apressado e, ao ver Celina, quase tropeçou e caiu.
Ele trabalhava na Família Palma há vinte anos. Qualquer um da família que visse o rosto de Celina teria a mesma reação.
"Jovem...", ele se recompôs. "Como a senhorita se chama?"
Celina ergueu o queixo. "A esposa de Félix, Celina."
"Srta. Reis, por favor."

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