Jackson franziu a testa ao ouvir as palavras dela.
Celina disse: "Assim que eu assinar, estarei reconhecendo que ‘estive envolvida em um crime’. A causa da explosão nem foi esclarecida ainda, estou aqui apenas para colaborar com a investigação. Por que devo aceitar esse tipo de ‘culpa’ disfarçada?"
Jackson ficou surpreso por um instante com o que ela disse, mas logo seu tom ganhou um toque de ansiedade.
"Agora não é hora de teimosia, assinando você pelo menos garante a liberdade, pode sair daqui e pensar melhor depois. Insistir em ficar só vai te prejudicar."
Celina não discutiu com ele, apenas sorriu levemente e desviou o olhar.
Vendo aquela expressão obstinada, Jackson estava prestes a perder a paciência, quando Leon entrou pela porta.
Ao vê-lo, Leon exibiu um sorriso formal. "Então o Diretor Tavares também está aqui, que coincidência."
Jackson percebeu a chegada de Félix e semicerrando os olhos, não acreditava que Félix fosse capaz de convencer aquela mulher teimosa.
Por isso respondeu com um sorriso irônico: "Sr. Lessa também veio bater de frente?"
O sorriso de Leon permaneceu inalterado, e sua voz era tão tranquila quanto a de alguém que comenta sobre o clima.
"O Diretor Tavares está brincando. Sou apenas um cidadão comum, estava passando e vi algumas irregularidades, então achei justo vir fazer um comentário."
Em seguida, ele voltou o olhar para o policial responsável, sempre com o mesmo tom sereno.
"Oficial Patrick, todos sabemos que, para trazer um cidadão formalmente para colaborar com a investigação, principalmente restringindo sua liberdade, é preciso seguir procedimentos internos bem rígidos e aprovação formal. Esse é o básico, certo?"
O policial hesitou por um instante, depois logo retomou a compostura. "Claro."
A voz de Leon baixou um pouco, mas ficou ainda mais incisiva.
"Só que acabei de saber que o processo que vocês estão tentando seguir não vai ser aprovado."

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