Mas, pensando bem, quem entrou pela janela foi ele; mesmo que alguém visse, quem levaria a fama de conquistador seria ele.
Por isso, Celina apenas apertou os lábios, sem dizer uma palavra.
E Félix também permaneceu em silêncio.
O quarto ficou tão quieto que só se ouvia a respiração dos dois.
Celina queria dormir, não tinha paciência para lidar com ele e decidiu passar direto, pegar o pijama e ir para o banheiro.
No entanto, no instante em que passou por ele, Félix, de repente, estendeu a mão e a puxou.
Celina, sem equilíbrio, caiu sentada no colo dele, sendo imediatamente envolvida por seus braços.
De forma inesperada, o homem colocou um pequeno comprimido em sua boca.
Um aroma forte de remédio rapidamente preencheu a boca de Celina, mas o gosto não era ruim.
"O que é isso?", Celina perguntou só depois de engolir o comprimido.
"É para cuidar da saúde, um por dia."
Celina baixou os olhos e respondeu friamente: "Obrigada."
Ela tentou se levantar, mas Félix a segurou: "Só troquei algumas palavras com a Luiza e você já ficou incomodada. Nem tive tempo de perguntar se gostou do balanço, e você já me olhou com essa cara. Que gênio forte o seu."
Por causa dessas palavras, Celina olhou para ele: "Eu e a Família Palma não nos damos bem, então diga de que lado você está."
Félix sorriu e apertou de leve o nariz dela.
"A esperteza da Luiza, nem dez Agnes juntos conseguiriam superar. Eu tenho meu jeito de lidar com ela. Quanto a você, pode agir como quiser com ela, não vou me meter. Confio no seu bom senso."
Com isso, Celina entendeu o recado.
Mas...
"Fala bonito. Amanhã você consegue mandá-la embora? Consegue mesmo?", Celina perguntou.
"A não ser que... ela tenha algum compromisso importante que a obrigue a ficar", ela completou.

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