O coração de Celina estremeceu, mas sua expressão serena não demonstrou a menor alteração.
Ela respondeu calmamente:
"Então, devo voltar para terminar o café da manhã que deixei inacabado?"
Alex sorriu e abriu a porta do carro para ela.
"Fico feliz em saber que você se preocupa comigo."
Celina, porém, não respondeu. Sentou-se no carro e, de propósito, manteve certa distância entre eles.
Alex a observou de perfil por alguns instantes, percebendo que ela estava aborrecida. Então, com paciência, explicou:
"Perguntei daquele jeito só porque me importo muito com você."
Celina olhou para fora da janela, sem dar resposta.
Alex permaneceu em silêncio por um momento antes de falar novamente:
"Na verdade, minha condição já permitiria que eu voltasse para casa e descansasse. O médico já definiu um plano de tratamento, e vou segui-lo à risca."
Só então a atitude de Celina amoleceu. Ela desviou o olhar da janela e voltou-se para ele.
"Espero que você se recupere logo e que possa lembrar de como devemos nos relacionar."
O sorriso de Alex se desfez levemente, e um brilho quase imperceptível de melancolia passou por seus olhos.
O carro parou suavemente em frente a uma elegante padaria.
Os dois desceram juntos, mas Alex, naturalmente, caminhou meio passo à frente, colocando Celina numa posição um pouco atrás dele.
Dentro do restaurante, ele puxou a cadeira para ela com gentileza, mas, quando o garçom trouxe o cardápio, Alex fez o pedido de alguns pratos típicos com desenvoltura e devolveu o cardápio ao garçom.
Em nenhum momento perguntou a Celina o que ela gostaria de comer.
"Pedi os pratos mais famosos desta casa. Confie em mim, tenho certeza que vai gostar das minhas escolhas", disse Alex.
Celina sorriu levemente, sem responder.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!?