Ao ver Félix parado na porta, não deu mais nenhum passo adiante.
Leon Lessa olhou para dentro, propositalmente perguntou em tom normal: "Chefe, vamos entrar?"
As duas pessoas na sala de tratamento olharam para ele ao mesmo tempo.
Renato apressou-se em abotoar a camisa, levantou-se e cumprimentou: "Sr. Félix".
Só então Félix entrou tranquilamente, perguntando: "Está tudo bem?"
Renato pegou o casaco que Celina lhe entregou. "Tia pode até bater forte, mas estou bem."
Félix não comentou, "Então cheguei numa hora ruim?"
Renato ficou sem reação.
Celina não o olhou, apenas ajeitou a camisa de Renato e o puxou para fora.
"Vai para a empresa ou prefere descansar em casa?"
"Vou para a empresa. Se eu voltar pra casa agora..."
Celina sorriu com as palavras dele: "Por minha causa, você tem coragem de enfrentar Amélia, mas quando está sozinho, sente medo?"
Renato exibiu um sorriso amargo, murmurando: "Meu pai sempre disse para respeitá-la."
Celina o acompanhou até o carro: "Embora não tenha machucado a pele, precisa trocar o curativo. Sabe onde fazer isso?"
Renato assentiu, iria ao Rio no Céu procurar a própria mãe.
Celina virou-se para sair, mas ele segurou seu pulso, dizendo baixinho: "Eu sei que você se hospedou na Família Leite para investigar algo, mas não deve ser sobre a Sra. Leite."
Celina arqueou a sobrancelha.
Renato continuou: "Tenho vigiado as pessoas dela o tempo todo."
"Vá para a empresa e peça desculpas ao seu pai primeiro."
Celina falou e soltou a mão.
Quando o carro dele partiu, Celina voltou-se para o homem que estava debaixo do alpendre da clínica.
O semblante de Félix não era dos melhores.
Celina se aproximou e o cheirou de leve.
Félix franziu as sobrancelhas. "O que está fazendo?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!?