Celina levantou os olhos discretamente e percebeu que aquela integrante de voz firme era uma moça de postura ereta e olhar determinado.
Félix assentiu com a cabeça: "Vamos cuidar dos corpos primeiro e depois preparar algo para comer."
"Sim, senhor!"
A moça baixou a cabeça e saiu apressada para cumprir a ordem.
Félix, vendo Celina com uma expressão confusa em seus braços, apresentou sem pensar muito: "O nome dela é Janaina, é a… guerreira do nosso grupo."
Celina se desvencilhou dele: "Você não tem vergonha? Me ajuda a levantar."
Dessa vez, Félix não insistiu e, obediente, lhe estendeu a mão.
Celina tentou dar um passo à frente e só então percebeu que havia ficado amarrada por tempo demais; suas pernas estavam dormentes a ponto de mal conseguir se manter de pé.
"Eu estou aqui, não precisa bancar a forte."
Félix reprimiu um sorriso, resignado, e a tomou nos braços.
Celina se agarrou ao pescoço dele, sentindo que aquela cena estava ficando um pouco exagerada.
Roberto foi trancado em outra casa de barro, sob a guarda de dois integrantes do grupo.
Janaina e outro companheiro foram até o fogão à lenha da casa principal, onde colocaram uma panela de ferro para ferver miojo, quebrando alguns ovos frescos comprados dos agricultores próximos.
Logo, a chuva começou a cair lá fora, enquanto o cheiro do macarrão se espalhava pela casa.
Janaina serviu a porção de Celina numa marmita e trouxe até eles; Félix pegou, deu duas sopradas e perguntou: "Quer que eu te alimente?"
Celina lhe lançou um olhar severo: "Pode largar."
Félix sorriu de leve: "Serviço VIP, não é pra qualquer um."
Sentada à frente deles, Janaina não conseguiu segurar e soltou uma risada.
Félix lançou-lhe um olhar e ela rapidamente recompôs a seriedade: "Srta. Reis, tínhamos comida de campanha, mas o Sr. Leite achou que você não iria gostar, então nos pediu para fazer o macarrão."

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