Celina levantou levemente o olhar, mas sua voz permaneceu estranhamente calma. "Agora me lembrei daqueles tênis, realmente são meus. Mas quase não os usava, sempre ficavam guardados no armário de sapatos da Mansão Platina, e quando fui embora, não os levei. Agora, a única pessoa que pode entrar e sair livremente da Mansão Platina é a Alice."
Renato teve um estalo. "Você está dizendo que a Alice está junto com o Felipe?"
Celina sorriu suavemente. "Acho que esses dois já estão envolvidos há muito tempo."
Ela fez uma pausa e voltou ao assunto principal: "Quero que as impressões digitais nos tênis sejam analisadas novamente. Além disso, precisamos que alguém vá até o closet da Mansão Platina coletar amostras — se encontrarem as digitais da Alice lá, minha suspeita será muito menor."
Renato arqueou um canto dos lábios. "Celina, essas coisas eu também posso resolver pra você."
Celina manteve o rosto sereno. "Se você quer garantir que eu saia daqui sem risco, peça para o seu Sr. Félix cuidar disso."
Renato: "…"
Após transmitir o recado de Celina, Leon foi pessoalmente cuidar do procedimento, solicitando à perícia uma nova análise das evidências.
Mas logo receberam uma notícia devastadora.
O par de tênis, peça-chave da investigação, simplesmente havia desaparecido.
Bar, sala reservada.
"Segundo o registro da sala de evidências, os tênis foram ‘retirados legalmente’, mas a pessoa que assinou nega ter recebido o item." Leon relatou.
Félix girou lentamente o copo de bebida nas mãos. "E as câmeras?"
"Não conseguimos acessar."
Não era que não conseguissem, mas sim que o protetor de Felipe estava testando a determinação deles.
Félix soltou uma risada breve. "Então verifiquem todos os extratos bancários dos funcionários envolvidos e dos parentes diretos do centro de detenção."
Leon ficou paralisado. Quanta gente teria que investigar?
"Não consegue?" Félix perguntou.


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