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Eu Na UTI, Você Na Cama Da Outra!? romance Capítulo 166

As unhas de Elisa cravaram-se na pele pálida, fazendo com que gotas de sangue surgissem lentamente em sua palma.

……

Na manhã seguinte, bem cedo, Pederneira Verde publicou aquele comunicado no site oficial.

Na verdade, para um gigante como o Grupo Manhã, um pequeno empurrão de uma empresa como a Pederneira Verde não causaria grandes danos. No entanto, a postura firme adotada fez com que o mercado se tornasse ainda mais pessimista em relação ao futuro do Grupo Manhã.

O conselho do Grupo Manhã mergulhou em disputas ainda mais acirradas.

Às nove horas daquele dia, o grupo anunciou a suspensão das negociações de suas ações na bolsa.

Celina mal tinha tempo de se preocupar com o inferno pelo qual Jackson estava passando, pois estava ocupada arrumando suas coisas para deixar o hospital.

Ao ouvir alguém entrando, Celina pensou que fosse Jessica para buscá-la e disse, sem levantar a cabeça: "A papelada para a alta já foi resolvida, você sabe quem fez isso por nós? Essa pessoa fez uma boa ação e..."

"Cuidado!"

Antes que pudesse terminar a frase, foi interrompida por Renato.

Celina virou-se e viu Renato, que não via há dias, segurando com as mãos nuas a faca que Elisa empunhava, colocando-se entre elas.

Ela pegou uma cadeira para atirar em Elisa.

Assustada, Elisa largou imediatamente a faca e, tremendo, disse: "Eu vim falar com ela, por que você está me impedindo?"

Renato ainda estava agitado: "Não vou deixar você machucá-la!"

Elisa apressou-se em explicar: "Eu... eu vim pedir desculpas a ela, trouxe a faca para entregar a ela, ela pode fazer o que quiser comigo, só não deixe o Jackson cortar meu tratamento."

Celina ficou sem palavras diante do raciocínio daquela mulher e largou a cadeira para examinar a mão de Renato.

"Você segurou a lâmina, tá maluco? Não sabe que deveria ter agarrado o pulso dela?"

Celina chamou uma enfermeira e pediu que levasse Renato para cuidar do ferimento.

Só depois disso ela olhou para Elisa: "O que eu tenho a ver se você não tem dinheiro para se tratar? Fui eu que cortei seu remédio? Some daqui, não venha me incomodar."

E não havia xícara para Celina.

"Você me prometeu, mas mesmo assim fez algo que prejudicou a Família Tavares. Quebrou sua palavra," disse a matriarca.

Celina baixou os olhos: "Desculpe, dona Amália, fui obrigada pelas circunstâncias."

A matriarca soltou um leve riso frio: "Meu neto é excelente nos negócios, mas quando o assunto é sentimento, ele ainda é ingênuo. Ele gosta de você, te escolheu, não vai te deixar. Se você o tivesse guiado direito, ele não estaria nessa situação hoje."

Portanto, era claro que a matriarca colocava toda a culpa sobre Celina.

Celina respondeu com calma: "Dona Amália, quando precisei, a senhora me ajudou e sou grata por isso. Hoje, se falhei com a senhora, aceito qualquer punição que decidir."

A matriarca sorriu suavemente e assentiu: "Pelo menos você é direta."

Enquanto falava, Artur trouxe uma xícara de porcelana verde-clara e colocou diante dela.

A matriarca comentou com indiferença: "Esta é uma dose concentrada de veneno. Beba e fique aqui por quatro horas. Se sobreviver até lá, tudo o que passou será perdoado."

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