Emeriel encontrou seu amado em Blackstone, no estudo do Lorde Vladya.
Ela ouviu a risada antes de chegar à porta - risadas profundas e a camaradagem fácil de amigos de longa data. Ela entrou quando Daemonikai estava se levantando para encontrá-la, já de pé como se a sentisse. Ele atravessou o quarto em passos largos, puxando-a para seus braços, beijando-a profundamente.
Suas demonstrações públicas de afeto nunca deixavam de deixá-la confusa. Era algo com o qual ela ainda estava se acostumando. No entanto, lá no fundo, ela amava. Amava como ele a reivindicava sem desculpas, como naturalmente a fazia se sentir desejada. Como ele nunca hesitava em colocar as mãos nela, mesmo na presença de outros.
Da maneira como seus lábios a devoravam agora, alguém poderia pensar que eles estiveram separados por semanas.
-Inferno,- Lord Vladya gemeu. -Dê um respiro para a garota, Daemon.
Emeriel quebrou o beijo com um suspiro, o calor subindo para o seu rosto. Seu Daemon levou o seu tempo para soltá-la, suas mãos permanecendo em sua cintura antes de finalmente recuar. Ela estava se sentindo quente, seu ventre borbulhando.
-Você veio ver Aekeira?- Daemonikai perguntou, ainda a observando com aquela intensidade ardente. -Acredito que ela está dormindo.
-Não.- Ela recuperou o fôlego. -Na verdade, estou aqui para ver você. Preciso te contar algo.
Ela contou tudo - o que viu com as cores, como elas reagiram quando o Lorde Herod e Amie estavam perto um do outro. Como elas se fundiram.
Houve uma pausa.
-Um vidente de laços...?- Lord Vladya falou enquanto caminhava para frente, parecendo atordoado e perplexo.
-Você acabou de dizer exatamente o que passou pela minha mente,- Daemonikai disse, olhando para o Grande Lorde.
-Você tem certeza sobre tudo o que descreveu?- Lord Vladya perguntou. -Aconteceu exatamente daquela maneira?
-Sim.- Emeriel assentiu, a preocupação se instalando em seu estômago. -É... é ruim? O que significa ser um vidente de laços?
-O Oráculo disse que você nasceu com um poder latente.- Daemonikai balançou a cabeça lentamente, algo se revelando em seus olhos. -Você é um vidente de laços, Emeriel.
-Não tenho certeza,- ela disse, perplexa. -Eu só comecei a ver cores...
Seu amado a puxou para seus braços com tanta urgência que ela quase ofegou.
-Oh, os céus...- ele respirou, segurando-a perto.
Ainda confusa, Emeriel envolveu seus braços ao redor dele por instinto. Quando ele se afastou, seu rosto havia se suavizado, sua voz estava maravilhada.
-Um vidente de laços é uma bênção entre os nossos. Raro. Incredivelmente raro,- ele disse. -Para uma espécie presa por um sistema de acasalamento rígido como o ritual de ligação, os videntes de laços são aqueles que guiam o destino. Por que você acha que existem tantos acasalamentos bem-sucedidos, apesar de serem tão raros?
Ela balançou a cabeça lentamente.
-É por causa de videntes como você,- ele disse. -Você nasceu com visão sobrenatural. A capacidade de perceber a compatibilidade entre almas. Você vê isso através da cor. Quanto mais tons sobrepostos um par compartilha, maior a chance de que o vínculo deles se mantenha. Que o ritual deles terá sucesso.
Emeriel abriu a boca, mas nenhuma palavra saiu. Ela queria refutá-lo, questionar como algo tão significativo - tão valioso - poderia acontecer com ela.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...