Ele estava na frente dela antes que a última sílaba deixasse seus lábios. Imponente, cercando-a, rodeando-a. Ela o respirou, sentindo um profundo senso de saudade... não apenas em seu coração, mas em seu núcleo feminino. Erguendo-se em seus dedos dos pés, ela o beijou primeiro. Ela derramou seu desejo e desespero nele. O beijo foi rápido e um pouco desajeitado, mas tão cheio de necessidade.
E em batimentos cardíacos, ele estava a beijando de volta. Ele a devorava, e ela se afogava nisso.
Emeriel nunca se cansaria de seus beijos - nunca perderia sua dependência da sensação de sua boca, do gosto dele, da forma como seus lábios se moviam contra os dela como se ela fosse tudo o que ele sempre desejou.
Lençóis de seda fresca encontraram suas costas, ele se abaixou ao lado dela, deitando ao seu lado, seus beijos percorrendo sua pele. Sua boca se moveu ao longo de sua garganta, pela delicada linha de seu pescoço, e ainda mais abaixo... até que seus lábios encontraram seu seio e ele levou seu mamilo à boca.
Emeriel chorou, arqueando-se para ele. Seus dedos se enroscaram em seu cabelo, segurando-o. Oh, sentir isso de novo... ter ele de novo.
A sensação era mais intensa do que ela se lembrava, afiada como um choque quente. Ela sempre foi sensível ali, mas desde sua gravidez, seus seios - seus mamilos - se tornaram quase insuportavelmente sensíveis. Puxões de sua boca fizeram sua respiração prender, engasgar, parar.
Ela estava tão excitada que podia sentir sua própria umidade contra suas coxas. Emeriel as pressionou firmemente juntas novamente, tentando aliviar a crescente dor. Cada puxão logo se transformou em tortura enlouquecedora, pois onde ela mais precisava dele permanecia deliciosamente vazio.
“Eu preciso de você.” Ela abriu os olhos, suplicando. “Dentro de mim. Por favor.”
Ele parou, recuando. “Você tem certeza?” Os olhos procuraram os dela, pupilas dilatadas.
“Sim.” Ela assentiu fervorosamente. “Sim, por favor...”
Então ele se moveu. Segurando suas pernas, ele puxou até que ela deslizasse para a beira, se levantou para ficar no pé da cama, seus olhos a devorando. Ele se inclinou para ela, apoiando as mãos de cada lado dela, seu torso enquadrado pelos joelhos dobrados dela. Ele se encaixou entre suas coxas como se pertencesse ali - e ele pertencia. Ele sempre pertenceu.
Mas enquanto ele alinhava sua rigidez ao seu núcleo, a ansiedade veio novamente.
Ela tentou suprimi-la tão rapidamente quanto veio, mas deve ter se mostrado em seus olhos. Daemonikai parou. Imóvel, mas não entrando. Ele simplesmente a observava com aquele olhar penetrante dele que a havia enfeitiçado anos atrás e nunca a deixou ir. Olhos que a desnudavam.
“Olhe para mim, amor.”
A voz a assustou. Emeriel arqueou a cabeça para trás para Alviara, que se inclinava sobre ela.
“Você está se saindo tão bem, aceitando seu toque tão bem,” o tom de Alviara era reconfortante, persuasivo. “Não pare agora.”
Daemonikai pressionou contra ela, e Emeriel gemeu, ficando tensa.
“Isso não vai dar certo,” Alviara dirigiu-se ao grande rei. “Sua Graça, me perdoe por isso, mas deve ser feito.”
Antes que Emeriel pudesse questionar, Alviara se moveu. Ela se deitou na cama ao lado de Emeriel, enlaçou uma mão em volta de seu pescoço, guiando-a para frente, e a beijou. Com força.
Cada músculo do corpo de Emeriel ficou paralisado, atordoado.
Daemonikai rosnou em um aviso tão profundo que ressoou através de seus ossos, mas Alviara nem sequer pestanejou. A língua da cortesã separou os lábios de Emeriel, provocando sua boca a se abrir, beijando-a com uma paixão que era avassaladora.
“Concentre-se nisso,” Alviara ordenou em sua boca. “Aguente. Abra-se para isso.”
Então Alviara a beijou novamente. Tanto. Um beijo avassalador que completamente dominou Emeriel. E por um momento, aquilo foi o centro de seu mundo. Tudo o mais recuou para o fundo - medos recuaram, ansiedades se dispersaram.
Um prazer intenso assaltou seus sentidos, fazendo-a soltar um gemido abafado.
O beijo se quebrou quando Alviara recuou, seu olhar prendendo Emeriel no lugar.
“Me diga o que ele está fazendo,” a cortesã disse suavemente.
“Ele está... sua língua está...” Emeriel ofegou, sua cabeça rolando para trás, olhos se fechando enquanto outro gemido escapava. “Ali.”
“Isso, boa menina,” a voz de Alviara era suave como veludo. “Como se sente?”
O rosto de Emeriel queimava. Ela mordeu os lábios.
“Oh, com certeza.” A mestra parecia faminta. Predatória. Seus olhos devoravam Emeriel. “Você é incrivelmente sexy assim. Deitada aqui, aceitando sua língua, aceitando todo prazer que ele dá - enquanto mantém seus olhos em mim. Deixando-me ver cada coisa que ele faz você sentir. Você é um livro aberto, Princesa. Um livro aberto muito responsivo.” Sua voz baixou em um sussurro rouco. “Isso te torna uma coisinha viciante.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...