Aekeira estava gravemente preocupada com o esforço que isso estava causando a ele.
-Aqui.- Ela deu um tapinha no espaço ao seu lado. -Venha deitar comigo. Por favor.
-Ainda tenho trabalho para terminar no estudo. Você precisa dormir.
-Você pode terminar amanhã.- Sua outra mão se moveu para descansar levemente em seu estômago, onde o filho deles ainda não nascido se mexia. -Esta noite, venha deitar comigo. Com nós. Nosso pequeno está inquieto e ele precisa do pai.
A proteção feroz de Vladya brilhou em seus olhos. Ela viu sua resistência desmoronar e, sem dizer mais uma palavra, ele entrou, fechando a porta atrás dele.
Quão atento ele estava com seu filho fazia coisas com ela, e enquanto Aekeira sentia culpa por usá-lo para convencê-lo a ir para a cama, seu macho precisava de descanso.
Desde que Zaiper a havia feito refém para escapar, Vladya se tornara sufocante. Havia guardas ao seu lado a todo momento. Ele negava a ela permissão para sair dos terrenos da fortaleza. Sua besta estava mais próxima da superfície do que nunca, sempre atenta a ela, sempre sentindo seu cheiro.
A cama afundou sob seu peso quando ele entrou e ela se moveu, dando-lhe espaço, mas ele a abraçou, aconchegando-a contra ele.
Um suspiro suave e contente escapou de seus lábios, seu corpo se acomodando no calor dele.
-O que foi o seu sonho?- A voz de Vladya era um murmúrio baixo contra a orelha dela.
Aekeira hesitou. Ela não sabia como explicar.
-Não tenho certeza-, ela disse quietamente.
Ela não conseguia entender - nem mesmo começar a interpretar - o que tinha visto. No entanto, havia parecido muito real. Como uma memória distante que simplesmente não deveria existir.
A mão de seu grande senhor repousava protetoramente sobre a curva de seu ventre inchado. No silêncio, seus dedos traçavam círculos lentos e calmantes sobre a curva de seu útero. A última tensão que mantinha seu corpo rígido lentamente derreteu.
-Você sabe por que eu te chamo de pássaro?- ele perguntou suavemente.
-Não.- Ela virou levemente o rosto para ele. -Mas sempre me perguntei.
-Quando um Urekai está verdadeiramente feliz, eles descrevem como ganhar asas e voar pelos céus. Eu nunca entendi essas palavras até você entrar na minha vida.- Ele se aninhou no vão de seu pescoço. -Você me deu asas. Por sua causa, este velho macho dá seu primeiro voo em direção a tudo o que sempre desejou. Havia muitos grandes pássaros em meu passado... mas foi um pequeno, especial pássaro que me ajudou a voar.
-Oh, Vladya...- ela respirou, seu coração doendo de ternura enquanto se aninhava de volta contra ele, fechando os olhos.
-Ela acabou sendo o maior pássaro. Uma pomba gentil que abriu suas asas amplamente e deixou esta criatura cambaleante e esfarrapada encontrar refúgio. Em seu abrigo, ele se segurou, cresceu novas asas e aprendeu a voar.
Ela nunca percebeu o quão profundo era esse carinho. E agora, ela ansiava por ouvir mais disso. -Diga de novo-, ela sussurrou.
-Meu pássaro-, seu tom era suave. -Minha pomba especial que voa, com as asas fortes de um albatroz.
O coração de Aekeira se encheu tanto que parecia grande demais para seu corpo. -Eu te amo tanto.
-Eu também te amo.
Os olhos de Aekeira se abriram. Ela tentou se virar em seus braços, para ver seu rosto, mas sua mão a segurou gentilmente, mantendo-a onde ela estava deitada.
-Descanse, minha princesa-, ele murmurou.
Ela se aquietou, mas seus olhos ardiam. Seu coração estava transbordando. Era a primeira vez que ele devolvia essas palavras.
-Peço desculpas por ter demorado tanto para dizer-, Vladya pressionou um beijo em seu ombro nu. -Mas sempre senti. Bem aqui, na casca morta que você trouxe de volta à vida. Eu te amo, Aekeira Maranthine Evenstone.
Ela fungou e sorriu. -Eu também te amo.
-Agora eu te deixei aflita-, ele soou preocupado.
Ela deu uma risada engasgada, balançando a cabeça. -É uma boa aflição.
Ele riu, apertando seu abraço ao redor dela.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...