PRINCESA EMERIEL
-Este.- Emeriel levantou um pequeno frasco até o nariz, o óleo dourado dentro dele brilhando ao sol. -Sândalo e âmbar - perfeito para aliviar a tensão.
-Muito pesado,- disse Lady Morina, selecionando outro frasco infundido com sálvia. -Você precisa de algo que acalme, mas não grude tão espessamente na pele.
-E este?- Aekeira alcançou um frasco fino marcado Noite Calma.
-Lavanda,- observou Lady Morina com um leve sorriso. -Eu gosto.
Emeriel estava grata por a senhora ter concordado em fazer essa jornada com elas. Ela se lembrou do inchaço vermelho ao redor dos olhos de Morina quando a procuraram naquela manhã. Olhos que tinham chorado por horas. Talvez mais.
Emeriel não conseguia imaginar a profundidade daquela tristeza, sabendo que o homem que matou seu único filho não tinha sido um invasor humano, mas o Grande Senhor Zaiper. Como qualquer Urekai poderia compreender tal traição?
Já se passaram três dias desde que a corte ouviu as revelações do Oráculo.
Três dias de tristeza e luto.
Os mercados estavam fechados. Os tribunais estavam vazios. Campos, antes vivos com trabalho e música, estavam abandonados.
Todo Urai lamentava.
O Rei Daemonikai não havia deixado seu quarto. Ele permanecia atrás de portas fechadas, se culpando por não ter visto a traição de Zaiper mais cedo.
Emeriel queria confortá-lo. Ela queria ir até ele no momento em que ele desapareceu atrás daquelas portas. Mas ela lhe deu o espaço que ele precisava.
Exceto que um dia passou.
Depois outro.
E então o terceiro.
A preocupação se instalou tanto nela que ela confidenciou em sua irmã. Mas Aekeira também estava lutando com o mesmo. O Senhor Vladya se recolheu em silêncio, trancando-se em seus próprios aposentos também.
As irmãs passaram longas horas juntas, pensando em algo - qualquer coisa - que pudessem fazer, mas nenhuma resposta veio. Então, desesperadas, buscaram o conselho de Lady Morina.
-Relaxamento e conforto,- Morina lhes disse. -O que eles mais precisam agora é saber que vocês estão lá. Que não os estão deixando para suportar isso sozinhos - mesmo enquanto lhes dão um pouco de espaço.
Então Aekeira sugeriu que tentassem uma massagem.
E foi por isso que se encontraram no mercado, escolhendo óleos e pomadas nesta manhã de luto.
-Ah. Uma ótima escolha,- disse o comerciante quando Aekeira lhe entregou o frasco. -Misturado com óleo de rosa, raiz de valeriana e um toque de canela. Aquece os músculos... e agita os sentidos.
Aekeira arqueou uma sobrancelha. -Agita os sentidos?
O sorriso do comerciante se aprofundou. -Um toque de calor sob o relaxamento. Se seus homens são guerreiros, então seus corpos conhecem a tensão. Mas uma queima suave... isso pode fazê-los se sentirem vivos novamente.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...