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Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso romance Capítulo 311

O comando do Oráculo o interrompeu no meio da transformação.

Meio transformado, ele olhou para ela através de olhos amarelos brilhantes.

Ela estava mortalmente pálida, sua pele já branca assumindo um tom quase translúcido. Suas mãos frágeis tremiam enquanto seguravam seu cajado.

-Vocês dois... tenham cuidado-, ela disse com uma voz fraca. -Não consigo ver o que está por vir - não claramente. Mas oro para que vocês cheguem a tempo. Se não...- Ela balançou a cabeça. -Mesmo que o instinto tome conta, mesmo que o desejo consuma vocês - mantenham a cabeça no lugar. Este ciclo... eles precisam de vocês mais do que nunca.

Vladya e Daemonikai trocaram um olhar sombrio antes de assentir.

-Que os deuses estejam com vocês.

Outro aceno. Então ambos se transformaram completamente e partiram, suas formas bestiais desaparecendo da vista.

*******

A noite caiu. A escuridão se instalou sobre a Cidadela.

O Senhor Ottai havia transferido Aekeira de seus aposentos para os aposentos de Vladya para protegê-la melhor.

Seu cheiro havia se tornado mais forte. Muito forte.

Todo macho Urekai que sentia seu cheiro a desejava.

Emeriel andava de um lado para o outro ao lado da cama, seus olhos nunca deixando sua irmã. Aekeira havia caído em um sono agitado horas atrás, mas se contorcia inquietamente, gritando e segurando o estômago.

Madame Livia, Amie e o Senhor Ottai permaneciam próximos, cada um fazendo sua parte para manter a ordem.

Do lado de fora da porta, o Senhor Ottai posicionou soldados em cada posição-chave para manter os intrusos afastados.

-Você precisa sentar e descansar, Emeriel-, Madame Livia instou pela milésima vez.

Emeriel, muito exausta para discutir, simplesmente a ignorou. Ela coçava seus braços vermelhos, preocupada até a morte.

<Será que o Senhor Vladya voltará a tempo?>

Ela já havia visto os sinais, bem ali. No momento em que Aekeira acordasse desta vez, as ondas de calor viriam rasgando através dela.

E se ele não estivesse aqui quando elas viessem... Se ele não estivesse aqui para acalmar a dor...

Afugentando o pensamento, Emeriel se aproximou da banheira de água, espirrando o rosto. O alívio foi passageiro, mal presente. Cada centímetro dela queimava. Já estava queimando há algum tempo.

-Aqui, deixe-me te ajudar com isso.

Madame Livia encheu a água fresca, derramando sobre o rosto de Emeriel, uma vez e outra.

Agora estava um pouco mais calmo. Ela fechou os olhos, a água escorrendo por suas bochechas.

-Isso é o suficiente, obrigada. Mas eu preciso...- Emeriel agarrou seu estômago queimando, fazendo careta. -Eu preciso ter certeza de que Aekeira está recebendo ar suficiente e...

-Pare por um momento, você não acha?- Madame Livia pegou sua mão, guiando-a até uma cadeira próxima, pressionando-a e entregando-lhe um copo de água. -Beba.

Emeriel hesitou, mas obedeceu. O líquido fresco não apagou os fogos que queimavam dentro dela.

-Pronto. Isso é melhor.- Tirando o copo dela, Madame Livia a estudou atentamente. -Como você se sente?

Capítulo 311 1

O coração de Emeriel se partiu.

Capítulo 311 2

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