GRANDE SENHOR ZAIPER
O Grande Senhor Zaiper estava relaxado em sua sala de estar, com as botas apoiadas confortavelmente em um banquinho de veludo. Um cálice de cerveja descansava solto em sua mão enquanto ele observava o fogo crepitar preguiçosamente na lareira.
Depois de sair da corte, ele passou horas no centro da cidade, evitando cuidadosamente sua casa até bem depois da meia-noite. Tudo para escapar de enfrentar a Oráculo. Zaiper precisava de tempo para decidir seu próximo movimento, para planejar como lidar da melhor forma com o problema que ela representava. Até que ele chegasse a uma decisão, ele a evitaria o máximo possível.
E hoje, ele havia conseguido.
Distraidamente dando um gole em sua bebida, ele sorriu, seus olhos acompanhando as chamas cintilantes.
Uma batida quebrou sua paz.
Franzindo a testa, ele inclinou levemente a cabeça. Havia murmúrios abafados do lado de fora.
Carrancudo, ele colocou sua bebida com um baque, se levantando. -Onde diabos estão todos os servos e escravos inúteis?
Seu humor estava rapidamente azedando enquanto ele se dirigia para a porta, abrindo-a.
A Oráculo estava atrás da porta.
Ele mal teve tempo de dar um passo para trás antes que a velha senhora invadisse a sala.
-Você, criança insolente!- A fúria irradiava dela como um vulcão em erupção. -Como você se atreve a quebrar este reino? Como você se atreve!
Ela bateu seu cajado contra o chão.
Uma força inesperada atingiu Zaiper, levantando-o do chão e o arremessando pelo quarto.
Ele colidiu contra a parede distante, a dor percorrendo suas costas quando ele atingiu o chão de pedra com um baque brutal.
O que diabos!?
Zaiper gemeu, rolando para o lado. Fazendo careta com a dor aguda em seu cóccix, ele disse entre os dentes. -Você não deveria abusar de seus poderes assim, Oráculo.
Ela deu um passo à frente, seus olhos dourados dilatados, ardendo. -Se você pode abusar dos seus da forma como fez, então eu farei o mesmo com os meus.
Erguendo seu cajado, ela o segurou com força. -Como você pôde fazer algo tão desprezível?- Sua voz estava carregada de nojo. -Séculos atrás, eu previ muitos futuros - alguns melhores do que outros, alguns mais sombrios do que eu gostaria. Mas nenhum tão vil como o que você fez acontecer.
Ela bateu seu cajado novamente, e desta vez, Zaiper voou pelo quarto, colidindo com força contra a beira da lareira.
Maldição...!
A agonia percorreu suas costelas com o impacto, seu corpo inteiro gritando em protesto.
-Você é repugnante,- cuspiu a Oráculo. -A própria encarnação do mal. Como você pôde fazer isso com seu reino, com seus colegas Grandes Senhores? Como você pôde fazer isso com seu próprio irmão de sangue?
Sangue encheu a boca de Zaiper, e ele cuspiu no chão. -Ah, me poupe da indignação justa,- ele debochou. -Kristoff recebeu o que merecia por olhar para o que era meu.
Agora, seu rosto se contorceu em algo tão sombrio que enviou um arrepio pela espinha de Zaiper.
Ela ergueu seu cajado.
Uma explosão de força invisível cortou o ar.
Zaiper ouviu os estalos um segundo antes de seu corpo inteiro se contorcer em agonia. Alguns de seus ossos haviam se quebrado simultaneamente.
A dor era insuportável, rasgando-o como fogo e gelo ao mesmo tempo.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...