-Argh!
O Grande Senhor Zaiper agarrou seu vaso de flores mais precioso, lançando-o através da câmara de banquetes. Ele se despedaçou em mil pedaços brilhantes.
Ele pegou seu melhor galão de cerveja em seguida e o lançou, o pesado recipiente se chocando contra a parede distante, o líquido âmbar escorrendo.
A câmara já estava uma bagunça. Copos quebrados, cadeiras viradas e fragmentos de decorações outrora belas espalhados pelo chão.
E ainda assim o caos não fez nada para saciar a raiva de seu mestre.
-Aquela prostituta ardilosa!- Lord Zaiper rugiu, varrendo o braço pela mesa de banquetes.
Copos, cálices e pratos caíram no chão, o barulho ecoando alto pelo salão.
Razarr engoliu um gemido, permanecendo imóvel no canto. Ele não via seu mestre tão destrutivamente furioso há um tempo. Lord Zaiper se arrependeria de tudo isso pela manhã, quando sua fúria finalmente se acalmasse.
-Como ela se atreve?- Zaiper cuspiu, virando seus olhos cinza e amarelos ardentes para Razarr, que se endireitou imediatamente. -Ela está louca? Desvairada?
Ele passou a mão pelo cabelo. -Ela não deveria estar na corte. Eu vi a culpa nos olhos de Daemonikai - eu poderia tê-lo feito admitir se tivesse pressionado mais. Declarado-o incapaz de governar. Mas não! Ela teve que vir e arruinar tudo!
Agarrando um jara decorativo da mesa, Zaiper o esmagou contra o chão.
Era hora de intervir.
-Outra oportunidade se apresentará, meu senhor,- disse Razarr cautelosamente. -Seu feitiço ainda está ativo. Sua mente ainda está em ruínas. Mais cedo ou mais tarde, todos verão.
Zaiper se virou para ele. -Essa era a oportunidade perfeita!- ele gritou, gesticulando selvagemente. -Os sinais eram desconhecidos para ele! Seus instintos o dominaram! Agora, ele reconhecerá os sintomas. Ele saberá o que procurar. E Daemonikai nunca deixará isso sair do controle novamente. Conhecendo-o, ele fará tudo em seu poder para garantir que nunca machuque aquela garota - ou qualquer outra pessoa - novamente!
Zaiper marchou para o outro lado da sala, suas botas estalando contra o vidro quebrado.
-Sinai estava certa. Eu subestimei demais aquela humanazinha.- Apertando os punhos tão firmemente, sua respiração vinha em baforadas curtas e agudas. -Por mais jovem e insignificante que pareça, ela conseguiu me desafiar em cada turno. Aquela garota causou muito dano aos meus planos.
O grande senhor encarou os destroços da mesa. -Eu deveria ter esquecido minha sede de poder, e em vez disso usado magia negra para matar aquela humana insuportável quando tive a chance...! Ela é a mesma que trouxe Daemonikai de volta da selvageria há dois anos. Que curou sua mente, e então, sua alma. Talvez eu devesse parar de tentar chegar até ele primeiro e focar toda minha energia nela.
-Eu não acredito que isso seria sábio, meu senhor.- Razarr lembrou a ele em um tom cuidadoso. -Qualquer ataque direto à garota poderia levantar suspeitas. Deixe que a Senhora Sinai receba o crédito - e a culpa - por lidar com ela. Você deve se concentrar em Sua Graça.
Zaiper girou nos calcanhares. -E como exatamente eu devo chegar a 'Sua Graça' quando essa pequena formiga me impede em cada turno?- Socando a parede ao seu lado, o impacto rachou a pedra... e seu osso. Sangue escorreu de seu punho. -E eu já usei todos os meus favores com aquele Mago Negro também!
Razarr não tinha ideia do que fazer.
Lord Zaiper encarou a parede, flexionando sua mão sangrando. Então, aquele olhar feroz encontrou Razarr mais uma vez. -Venha aqui.
Razarr fez, até estar ao alcance do braço. Seu mestre o agarrou pelo pescoço e colidiu seus lábios.

Sim! O coração de Sinai pulou em seu peito.
VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...