PRINCESA EMERIEL
Emeriel ficou diante do espelho alto, encarando seu reflexo enquanto Amie abotoava os botões nas costas de seu vestido.
O tecido era macio contra sua pele, projetado em um estilo simples e elegante que priorizava o conforto sobre a extravagância.
Atrás dela, o leve tilintar de frascos de vidro ecoava enquanto Madam Livia preparava sua última porção da manhã.
Já se passaram quatro dias desde que ela acordou completamente. A maioria das contusões de Emeriel havia desaparecido. Seu rosto parecia menos pálido, e as sombras escuras sob seus olhos também estavam desaparecendo.
Embora seu braço esquerdo ainda doesse de vez em quando, o inchaço havia diminuído, e agora ela podia usá-lo sem muitos problemas. Ela flexionou os dedos distraída, com cautela.
-Você está tão bonita, minha princesa,- Amie soltou um suspiro saudoso, recuando para admirar seu trabalho.
-Obrigada, Amie.- Bonita não era a palavra que ela usaria, mas pelo menos ela parecia melhor do que nas últimas semanas. Isso era o suficiente por enquanto.
-Aqui,- Madam Livia veio até ela com uma xícara de madeira fumegante. -Beba isso enquanto está quente, Princesa.
Emeriel pegou a xícara, seu aroma amargo subindo enquanto ela a levava aos lábios. Ela bebeu rapidamente, fazendo careta quando o gosto forte atingiu sua língua e queimou pela garganta.
-Desculpe pelo gosto,- a mulher mais velha disse com uma careta própria. -Mas é para o seu próprio bem. Você fez um progresso notável, e estou feliz em vê-la melhorando.
Emeriel conseguiu sorrir timidamente. -Obrigada, Madam Livia.
-Agora é apenas Livia,- a governanta lembrou a ela pela centésima vez.
-Isso vai levar um tempo para se acostumar, então até lá, você ainda é Madam Livia.
A mulher mais velha suspirou, balançando a cabeça com uma leve exasperação.
-Amie, você pode nos deixar agora,- Livia instruiu, e a jovem se curvou antes de sair do quarto, a porta fechando suavemente atrás dela.
Emeriel ajustou a barra de seu vestido, alisando sobre seus quadris.
Através do espelho, ela notou Livia se mexendo desconfortavelmente, suas mãos brincando com o avental que usava.
-Tem algo errado?- Emeriel encontrou seu olhar através do espelho.
Livia vacilou. -É apenas... Eu sei que o que ele fez foi brutal e imperdoável. Mas espero que você mantenha um coração aberto. Ele não é esse tipo de homem. O Senhor Zaiper é mais propenso a...
-Madam Livia...
-... e eu sei,- Livia continuou apressadamente, -eu sei que ele não voltou para vê-la novamente depois daquele primeiro dia, mas ele...
-Vamos ficar bem,- Emeriel interrompeu firmemente, virando-se completamente para encarar a governanta. -Não há necessidade de se preocupar. Ele é meu companheiro destinado. Laço adormecido ou não, cortado ou não, eu não vou deixá-lo ir.
Um alívio se espalhou pelo rosto da governanta, e seus ombros se curvaram. -Ele provavelmente vai te afastar,- ela murmurou em derrota. -Ele nem vai ver o Senhor Vladya.
-Ele pode tentar.
A governanta a observou por um longo momento. Por fim, ela assentiu.
-Muito bem, Princesa. Vou deixá-la terminar de se arrumar.- Livia inclinou a cabeça antes de sair do quarto, a porta clicando atrás dela.
Ficando sozinha, Emeriel voltou-se para o espelho. Ela ajustou a manga de seu vestido, alisando o tecido sobre seu ombro.
-Está tudo bem, meu Amado. Eu irei até você.
Emeriel se aproximou do canto que levava à Residência Real. Ela se movia mais devagar do que o habitual, seu corpo ainda fraco da recuperação, mas ela se comportava com graça, recusando-se a mostrar seu cansaço.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...