-Espera.- Os olhos de Emeriel alcançaram sua linha do cabelo. -Cama-caixão?
-Há tanto que você não sabe sobre minha espécie, Emeriel. Nosso conhecimento é vasto e profundo, tão antigo quanto nossa idade, tão velho quanto o tempo em si.
-Mas eu pensei que apenas vampiros usassem caixões-, disse ela, envergonhada.
O sorriso de Daemonikai se alargou. -Você pode não ter percebido, Riel, mas nós também bebemos sangue.
-Oh... eu quase esqueci disso por um minuto-, ela admitiu timidamente.
-Vampiros são nojentos. Os caixões deles são literais, enquanto os nossos são camas projetadas para se assemelhar a caixões.
-Ah.- Emeriel assentiu, compreendendo surgindo nela. -Então, há quanto tempo o Oráculo está dormindo?
-Setecentos. Ela dorme mais do que a maioria.- Uma sombra de tristeza passou por seu rosto. -Se ela estivesse acordada, a noite da lua do eclipse não teria terminado da maneira como terminou. O Oráculo não interfere, mas ela vê tudo. O passado, o presente e o futuro... ela pode ter dado dicas.
-Mas o sono profundo é vital para os mais velhos-, ele continuou com um suspiro. -Isso os mantém sãos, relaxados... inteiros. A única coisa que se pode controlar é quando entram no sono. Quanto tempo permanecem lá está além de sua vontade.
-Eu entendo.- E ela entendia.
-Eu sinto falta dela, sabe-, confessou Daemonikai, seu olhar se desviando para as brasas na lareira. -Ela é como uma figura materna para mim... para muitos de nós. Todos somos seus filhos.
Emeriel estava cativada. -Espero um dia conhecê-la. Ela parece ser uma força a ser reconhecida.
-Ela é-, concordou Daemonikai. -A única força que todo o Urai respeita mais do que o grande trono.
Um pensamento cruzou a mente de Emeriel. -Você já considerou o sono profundo?
Daemonikai balançou a cabeça. -Nunca tive motivo para. Eu tive uma vida satisfatória antes daquela noite terrível. Depois, me perdi e apenas minha sanidade.
Ele fez uma pausa, pensando sobre isso. -Suponho que se você não estivesse aqui, se eu não tivesse isso... agora seria o momento em que eu poderia ter começado a considerar.
O coração de Emeriel se encheu de amor. -Estou feliz por estar aqui-, sussurrou, estendendo a mão para segurar a dele. -Estou feliz por você não ter ido dormir.
Seu sorriso suavizou, as linhas de preocupação em sua testa se aliviando. -Eu também, Emeriel-, ele apertou a mão dela. -Eu também.
EM UMA CAVERNA, PERDIDA NO TEMPO E NA MEMÓRIA.
GRANDE SENHOR ZAIPER
Eles sempre pareciam tão normais quanto o resto de sua espécie, mas não eram. Isso era o que havia sobre os magos negros - sua aparência era completamente enganadora.
-Repita seu pedido, governante-, o mago negro rosnou, sua voz ecoando na caverna.
-Quero que você separe a consciência da mente de alguém-, Zaiper declarou, apoiando-se casualmente contra a parede áspera. -Completamente.
O mago virou-se ligeiramente, um sutil movimento nas dobras de sua capa preta. -Quem é essa pessoa?
-Daemonikai Vipertheriov Naelzharoth.
-E seu nome?
-Zaiper Thoryk Dragaxlov.
-O que você pede é uma magia perigosa e proibida-, disse o mago. -Você entende o preço?
Zaiper zombou. -Eu não procuraria um mago negro se não entendesse.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...