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Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso romance Capítulo 279

-Espera.- Os olhos de Emeriel alcançaram sua linha do cabelo. -Cama-caixão?

-Há tanto que você não sabe sobre minha espécie, Emeriel. Nosso conhecimento é vasto e profundo, tão antigo quanto nossa idade, tão velho quanto o tempo em si.

-Mas eu pensei que apenas vampiros usassem caixões-, disse ela, envergonhada.

O sorriso de Daemonikai se alargou. -Você pode não ter percebido, Riel, mas nós também bebemos sangue.

-Oh... eu quase esqueci disso por um minuto-, ela admitiu timidamente.

-Vampiros são nojentos. Os caixões deles são literais, enquanto os nossos são camas projetadas para se assemelhar a caixões.

-Ah.- Emeriel assentiu, compreendendo surgindo nela. -Então, há quanto tempo o Oráculo está dormindo?

-Setecentos. Ela dorme mais do que a maioria.- Uma sombra de tristeza passou por seu rosto. -Se ela estivesse acordada, a noite da lua do eclipse não teria terminado da maneira como terminou. O Oráculo não interfere, mas ela vê tudo. O passado, o presente e o futuro... ela pode ter dado dicas.

-Mas o sono profundo é vital para os mais velhos-, ele continuou com um suspiro. -Isso os mantém sãos, relaxados... inteiros. A única coisa que se pode controlar é quando entram no sono. Quanto tempo permanecem lá está além de sua vontade.

-Eu entendo.- E ela entendia.

-Eu sinto falta dela, sabe-, confessou Daemonikai, seu olhar se desviando para as brasas na lareira. -Ela é como uma figura materna para mim... para muitos de nós. Todos somos seus filhos.

Emeriel estava cativada. -Espero um dia conhecê-la. Ela parece ser uma força a ser reconhecida.

-Ela é-, concordou Daemonikai. -A única força que todo o Urai respeita mais do que o grande trono.

Um pensamento cruzou a mente de Emeriel. -Você já considerou o sono profundo?

Daemonikai balançou a cabeça. -Nunca tive motivo para. Eu tive uma vida satisfatória antes daquela noite terrível. Depois, me perdi e apenas minha sanidade.

Ele fez uma pausa, pensando sobre isso. -Suponho que se você não estivesse aqui, se eu não tivesse isso... agora seria o momento em que eu poderia ter começado a considerar.

O coração de Emeriel se encheu de amor. -Estou feliz por estar aqui-, sussurrou, estendendo a mão para segurar a dele. -Estou feliz por você não ter ido dormir.

Seu sorriso suavizou, as linhas de preocupação em sua testa se aliviando. -Eu também, Emeriel-, ele apertou a mão dela. -Eu também.

EM UMA CAVERNA, PERDIDA NO TEMPO E NA MEMÓRIA.

GRANDE SENHOR ZAIPER

Eles sempre pareciam tão normais quanto o resto de sua espécie, mas não eram. Isso era o que havia sobre os magos negros - sua aparência era completamente enganadora.

-Repita seu pedido, governante-, o mago negro rosnou, sua voz ecoando na caverna.

-Quero que você separe a consciência da mente de alguém-, Zaiper declarou, apoiando-se casualmente contra a parede áspera. -Completamente.

O mago virou-se ligeiramente, um sutil movimento nas dobras de sua capa preta. -Quem é essa pessoa?

-Daemonikai Vipertheriov Naelzharoth.

-E seu nome?

-Zaiper Thoryk Dragaxlov.

-O que você pede é uma magia perigosa e proibida-, disse o mago. -Você entende o preço?

Zaiper zombou. -Eu não procuraria um mago negro se não entendesse.

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