PRINCESA AEKERIA
Ela congelou, sua respiração parando em seu peito. Teria ela ouvido ele direito?
Aekeira encarou à frente, incapaz de se mover. -O-o quê?
-Vamos tentar, o ritual de ligação,- Lord Vladya disse novamente, friamente.
O mundo inclinou sob seus pés. Ele queria se ligar a ela...? Realmente seguir em frente com isso, contra todas as probabilidades?
-Respire, jovem princesa,- ele deu o comando gentil.
A respiração de Aekeira saiu tremendo. Felicidade, esperança, medo e incredulidade surgiram dentro dela de uma vez.
Devagar, ela virou para encará-lo, olhos amplos e cheios de lágrimas encontrando os dele.
Mesmo enquanto ela se movia, ele não a soltava. Recuando apenas o suficiente para permitir seu movimento, seus braços fortes ainda a segurando protegida contra seu corpo largo.
-Mas as probabilidades...- Seu coração martelava loucamente enquanto ela buscava em seu rosto. -...as probabilidades não estão a nosso favor. E se—
-Para o inferno com todos eles. As probabilidades não nos favorecerão amanhã, nem no futuro,- ele declarou em um tom firme. -Eu ainda estou enlouquecendo, você ainda é humana não alterada, e eu não tenho alma.
Ela baixou os olhos.
-Mas,- ele acrescentou, sua voz diminuindo para um sussurro, -vamos fazer mesmo assim.
Lágrimas se acumularam em seus olhos, embaçando enquanto ela encarava seu belo rosto. Isso era real? Estaria ela sonhando...?
-Você r-realmente quer?- ela gaguejou roucamente.
Ele deu um único, firme aceno, confiança irradiando dele.
De repente, incerteza passou por seus traços. -A menos que você não queira—
-Eu quero.- Sua resposta foi rápida, sem fôlego. -Eu realmente quero.
Alívio tocou seus olhos cinza tempestade. -Eu vou entender se você não quiser—
-Eu te amo.- As palavras escaparam antes que ela pudesse sequer pensar em contê-las.
Ele piscou para ela.
Mas Aekeira não voltaria atrás. Não podia.
-Estou apaixonada por você,- ela disse, bochechas corando, voz mais firme. -Eu estive por muito, muito tempo. Eu quero me ligar a você, estar com você. Eu quero te amar de todas as formas que posso, pelo tempo que tivermos.
A brisa suave da noite preencheu o silêncio.
-Por quê?- ele perguntou, rouco.
Os olhos de Aekeira se fixaram na bordado prateado em seu decote.
-Eu estaria mentindo se dissesse que isso não passou pela minha mente, no entanto há uma pergunta que me preocupa. Por quê?- Ele soou quase dolorido. -Por que você me ama?
-Eu—
-Eu nunca te dei um motivo,- ele continuou, confusão cobrindo seus traços rudes. -Eu fui brutal com você. Um monstro. Eu me forcei repetidamente em você—- ele cortou, olhando para longe. -Por quê? Por que uma dama como você amaria um macho como eu, Aekeira? É completamente desconcertante para mim.
-Por quê? A verdade é, eu não sei.- Aekeira finalmente respondeu, balançando a cabeça. -Eu não tenho uma razão lógica para você.
O ar fresco da noite girava ao redor deles, o canto dos pássaros ao longe.
-No começo, eu tinha certeza de que te odiava. Mas em algum momento, esses sentimentos começaram a mudar.- Sinceridade ressoava em sua voz apaixonada. -Eu comecei a pensar em você, me preocupar com você... desejar você.
Se preparando, ela se aproximou, fechando a pequena lacuna que ele havia colocado entre eles. -Tudo o que dei, dei de bom grado. Quando você precisava de sangue, quando sua sede de sangue te consumia e sua besta estava muito perto da superfície, eu não queria nada mais do que te dar o meu. Eu queria aliviar sua dor. Eu queria você dentro de mim, mesmo naquela época.
Ela pegou os dedos calosos dele nos seus, guiando-os até sua bochecha, se aconchegando contra eles. -Eu nunca me forcei a fazer nada disso. Nunca me arrependi de nada. Eu queria te dar tudo—há dois anos, e agora.
Ela não conseguia o suficiente dele—esse macho rude, poderoso, mal-humorado que de alguma forma se tornara dela.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...