PRINCESA AEKERIA
Ela entrou em seu quarto e parou; seu olhar foi atraído para o homem em pé junto à janela.
Banho de lua, ele era uma visão de poder e autoridade, vestido com toda a pompa e circunstância, com as mãos atrás das costas, olhando para a noite.
O estômago de Aekeira se agitou. Ele era tão devastadoramente bonito que fazia seu peito doer. A cicatriz em sua bochecha apenas adicionava ao seu charme rústico.
Vendo-o agora, ele não parecia o simples Vladya das cavernas que sorria tão facilmente e abaixava suas defesas o suficiente para deixá-la entrar. Com os pesados mantos, ele parecia o Grande Lorde Vladya.
O governante com imensa autoridade. Aquele cujos franzidos e tom afiado poderiam cortar como aço.
-O que eu faço? Onde eu fico com ele agora?
Incerta, Aekeira se remexeu, mudando o peso de um pé para o outro.
-Você sabe que posso sentir o seu cheiro, não sabe?
Seus olhos se abriram, surpresos. Sua cabeça virou ligeiramente, olhando para ela por cima do ombro.
-Eu nunca consigo te pegar de surpresa, Alteza, não é?- Aekeira perguntou, lembrando-se de dois anos atrás quando ele havia dito essas mesmas palavras para ela.
Seus lábios se curvaram em um sorriso sutil, e assim, sua tensão se dissipou. Seu divertimento, por mais leve que fosse, a desarmava toda vez.
-Boa noite, Alteza,- ela cumprimentou com uma reverência.
-Uma noite agradável, de fato.- Ele suspirou. -Deixe de lado as formalidades e venha aqui, Aekeira.
Seus pés se moveram com a ordem gentil antes que sua mente pudesse acompanhar. Cruzando o quarto, ela caminhou até ele.
Ele estendeu a mão para ela, puxando-a para frente enquanto dava um passo para trás para dar espaço a ela, até que ela estivesse envolta com segurança no casulo de seus braços.
A brisa noturna flutuava pela janela aberta, fresca e reconfortante contra sua pele corada, mas era o calor dele - sua respiração em sua bochecha, sua presença ao seu redor - que a fazia tremer.
-Parece tensa,- seu tom era preguiçoso.
-Eu não sei o que esperar,- Aekeira admitiu.
-Relaxe, jovem princesa. Eu não mordo.- Seu tom baixou, um rosnado gutural. -A menos que você queira.
Corando, ela inclinou o pescoço para o lado, seu nariz roçando contra sua pele, a acariciando levemente.
-Como foi o ritual?- ela perguntou, sua voz instável.
-Foi bem. Longo e exaustivo, como sempre. Só podemos esperar que dê frutos.- Ele exalou profundamente, sua respiração quente contra sua pele. -Hades, você cheira incrível,- ele murmurou baixinho. -É como voltar para casa.
O coração de Aekeira deu um salto. -Esse homem... Será que ele sabe o quão facilmente ele diz todas as coisas certas? Tudo o que uma mulher sonha em ouvir?
-O céu noturno é tão bonito no mundo humano quanto é aqui?- ele perguntou, os olhos voltando para as estrelas.
-S-sim,- ela conseguiu, sua voz mais rouca do que pretendia.
Ela estava tão consciente dele. Cada nervo aguçado e vivo, parecia que o resto do mundo deixava de existir.
Forçando-se a permanecer presente, ela limpou a garganta. -Às vezes, eu saio apenas para contemplar as estrelas.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...