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Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso romance Capítulo 24

— Sim, meu Senhor - Aekeira evitou seu olhar, mantendo a cabeça baixa. Algo nos olhos deste grande senhor a deixava apreensiva e nervosa.

Algo estranho aconteceu na noite anterior, mas Aekeira fechou abruptamente a porta sobre isso, recusando-se a pensar sobre o assunto.

Emeriel finalmente acordou durante a noite. Depois que Aekeira a alimentou, Madame Livia fez com que Amie preparasse uma bacia para ela tomar banho no quarto. Após o banho, Emeriel parecia melhor do que havia estado durante todo o dia.

— Como você se sente agora? - Aekeira perguntou, uma vez que tinham acomodado Emeriel de volta na cama.

— Melhor - Emeriel respondeu com um sorriso suave e triste.

— Por um momento, eu estava começando a pensar que não sobreviveria.

A culpa encheu os olhos de Aekeira.

— Sinto muito por —

— Não se culpe, irmã - Emeriel disse, segurando as mãos de sua irmã.

— Não foi sua culpa. Não se castigue por algo além do seu controle.

Madame Livia entrou novamente, sua expressão suavizando ao olhar para Emeriel.

— Você está acordada.

— Sim, madame. Muito obrigada por cuidar de mim. Não sei o que teria feito sem você - Emeriel sorriu.

Madame Livia acenou com a mão.

— Não se preocupe com isso. Como você se sente agora?

— Estou melhor, madame. Obrigada.

— Não entendo por que essa besta está tão interessada em você, Em - Aekeira ponderou. Quando todos os olhos se voltaram para ela, ela desviou o olhar.

— Eu tive minhas suspeitas na primeira noite em que fui enviada a ele. Você tocou meu braço antes que eu entrasse, e a besta estava particularmente fixada ali.

— Esses arranhões viciosos - Madame Livia interveio — Eu me perguntei o que poderia ter os causado.

— Não faço ideia, Keir - Emeriel exalou tremulamente.

— Nada disso faz sentido para mim. Nem o calor, nem as ações da besta, e nem a coisa da sereia. Nada mesmo.

Aekeira estava confusa.

— Do que você está falando?

Emeriel deu a Aekeira explicações detalhadas de seu sofrimento, começando na primeira noite em que entraram na fortaleza. Quando Emeriel terminou de contar tudo, os ouvidos de Aekeira estavam zumbindo, e suas mãos estavam frias e suadas.

— Você entra no cio? Isso é verdade? - Aekeira parecia doente.

Emeriel assentiu lentamente, sua expressão cautelosa.

— Duas vezes agora.

O rosto de Aekeira perdeu a cor enquanto ela olhava fixamente para Emeriel.

— E se você for a companheira dele? Isso explicaria a fixação dele, não é?

Emeriel sacudiu veementemente a cabeça, parecendo tão pálida quanto sua irmã. Consideravelmente mais aterrorizada.

— Isso é impossível, certo, Madame Livia? - ela perguntou com uma voz pequena.

Madame Livia permaneceu em silêncio, perdida em pensamentos.

EMERIEL

Emeriel sentiu uma onda de pânico à medida que o silêncio de Madame Livia continuava, amplificando seus medos. A explicação ridícula de Aekeira não poderia ser verdade, certo? Ela esperava desesperadamente que não fosse.

— Por favor, diga algo, Madame Livia - Emeriel implorou, sua voz tingida de ansiedade. A simples ideia de se tornar a companheira de alguém, especialmente da besta, enviava calafrios pela sua espinha. A perspectiva era suficiente para induzir um ataque cardíaco.

Lord Zaiper parou casualmente no centro da câmara e cruzou os braços, seu olhar perscrutador travando em Emeriel e sua irmã.

— Então, vocês duas são as escravas humanas que Vladya adquiriu?

— Sim, Vossa Alteza. Meu nome é Aekeira, e esta é minha irmã, Emeriel - Aekeira respondeu humildemente.

— Tão belas criaturas. Todos os reais humanos são tão adoráveis, ou vocês duas são as exceções?- Lord Zaiper comentou, às pegando de surpresa. Elas trocaram olhares e engoliram em seco, permanecendo em silêncio.

— Espero ouvir respostas - Lord Zaiper pressionou, seus olhos escurecendo enquanto se concentrava em Aekeira.

— Nós não sabemos, Vossa Alteza - Emeriel interveio rapidamente, a atenção de Lord Zaiper para si mesmo.

—Interessante. Talvez eu devesse adquirir todos os reais humanos para julgar sua beleza por mim mesmo - Ele inclinou a cabeça, parecendo considerar genuinamente a ideia antes de focar seu olhar novamente em Emeriel.

—Você é aquele que a besta montou na noite passada.

Emeriel notou o ressentimento mal disfarçado com o qual Lord Zaiper cuspiu 'a besta'.

—Sim, meu Senhor.

— Como que diabos você ainda está viva? - Lord Zaiper franziu a testa, lançando um olhar para Aekeira.

— Você estava montada antes dela , como ambas ainda estão vivas?

Você desejaria que morrêssemos, não é mesmo?

— Não sabemos, meu Senhor - Emeriel disse.

Um silêncio desconfortável, cheio de tensão, se seguiu.

Então, Lord Zaiper travou olhares com Emeriel.

— Despida-se.

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