Emeriel foi conduzida ao estudo do grande rei, onde sua presença foi formalmente anunciada.
-Entre,- veio a voz profunda de dentro.
Emeriel entrou, fechando a porta atrás dela com um clique suave. Respirando fundo, ela se preparou antes de finalmente se virar, seus olhos pousando nele.
Como geada sobre um vidro, um arrepio de consciência se espalhou por ela.
Seu corpo traidor reagiu instantaneamente, enviando uma mensagem clara: Ei, olha só, é o nosso amado sexy pra caramba.
Desnecessário dizer que cada terminação nervosa dela estava em um estado de desordem.
Suas pernas queriam se mover em direção a ele.
Sua mão coçava para alcançar e tocar seu cabelo preto cuidadosamente estilizado, e depois percorrer as mechas brancas.
Seus lábios ansiavam por se aproximar dos dele, para roçar contra eles disfarçadamente.
Sua língua desejava embarcar em uma aventura dentro de sua boca.
E sua parte de trás sem vergonha queria sentar naqueles coxas fortes novamente.
Sim, ela era patética assim.
Mesmo 'muito ruim' não começava a cobrir o quanto ela o queria.
-Você me chamou, Sua Graça.- Um agradecimento especial à sua voz por permanecer forte nestes tempos difíceis, onde todas as outras partes dela tremiam.
-Eu chamei,- ele lhe deu um sorriso cansado. -Como você está, amada mais bonita?
Ninguém ainda havia respondido à sua pergunta de -em que universo alternativo eu caí?
Não que Emeriel planejasse parar de perguntar até receber uma resposta razoável.
-Maravilhosa, Sua Majestade.- Ela disse friamente. -A que devo essa convocação?
-Ouvi dizer que você é bastante habilidosa com números,- ele indicou para uma pilha de pergaminhos empilhados em sua mesa. -Eu estava esperando que você pudesse me ajudar com isso. Há tanto para colocar em dia, e é esperado após uma pausa tão longa, mas... céus, eu poderia usar a ajuda.
Ele estava pedindo ajuda a ela? Queria trabalhar com ela?
Emeriel odiava absolutamente a maneira como seu maldito coração dava cambalhotas.
Nem apreciava a maneira como seus olhos vagantes notavam cada traço de exaustão em seu rosto impressionante, cada linha de fadiga.
-Mas certamente há outros que poderiam ajudá-lo com isso?- Sua voz poderia ser sua melhor característica até agora. Ela se surpreendia com o quão neutra ela permanecia. -Eu não acho que você precise de mim para isso.
Tristeza brilhou em seus olhos.
Não o novo tipo que ele dava sempre que ela recusava suas ofertas, mas o antigo. Aquele que ela raramente tinha visto desde seu retorno, mas que era seu companheiro constante há dois anos.
-Minha falecida companheira de ligação, ela costumava ajudar quando a carga de trabalho ficava muito pesada,- ele admitiu quietamente. -Ou meu primeiro filho.
Um pequeno sorriso tocou seus lábios. -Você nunca conseguiria fazer meu mais novo ficar parado para esse tipo de trabalho.
Console-o.
Foi um esforço considerável manter suas pernas enraizadas no lugar. Elas queriam tanto fechar a distância entre eles.
Seus instintos, assim como seu corpo traidor, eram seu maior inimigo.
-Alvin ficaria com uma pena por um minuto,- Seu olhar se tornou distante, -e no próximo, ele estaria em seus aposentos, cochilando. Ou perseguindo a saia mais próxima.
Conforte-o.
Ele estava a deixando entrar.

O coração acelerado de Emeriel se elevou. A necessidade de acalmá-lo a arranhava, deixando marcas vermelhas e zangadas por toda a sua pele.
Com uma respiração profunda, ela se rendeu.
Seu corpo se moveu antes que sua mente pudesse acompanhar. Comendo a lacuna entre eles, puxando ela para ele.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...