-Eu não acho que você a tenha perdido, também. Sob todas essas camadas de armadura há uma mulher que te ama mais do que a própria vida, Sua Graça.- Ottai disse suavemente, olhando para trás dela. -Ela ficou ao seu lado através de tudo. Mesmo quando o frio da febre do gelo se tornou insuportável, ela nunca saiu. Lutou para te manter aquecido com o próprio corpo, apesar do perigo para a própria saúde.
O grande senhor balançou a cabeça em descrença lembrada. -Sob aquela aparência dura há uma garota que está sofrendo, com medo de estender seu amor novamente.
Os olhos de Daemonikai seguiram Emeriel enquanto ela se aproximava de uma idosa escrava que lutava para carregar um balde pesado. Sem hesitar, ela pegou o balde, levantou-o e o carregou pelo jardim.
i > Por baixo de tudo, ela ainda é a mesma fêmea de coração mole / i > i > que ele conheceu como Galilea. / i >
E Daemonikai a alcançaria.
Ele derrubaria suas defesas, tijolo por tijolo, até encontrar aquela garota novamente. E desta vez, ele nunca a deixaria ir.
-E Vladya? E ele?- ele perguntou a Ottai.
-Aekeira está com ele. Ela passa a maior parte dos dias lá.
Daemonikai assentiu. -Ela o trará para casa.
-Espero que sim. Blackstone está vazio sem ele.
-Ela o fará,- disse Daemonikai com confiança. Agora, era hora de ir para sua mulher.
Levantando-se, ele subiu a rocha. -Deseje-me sorte, Ottai.
Ottai não perdeu o ritmo. -Com certeza. Visto que você é terrível nesse negócio de cortejar.
-Claro que sou,- Daemonikai lançou um olhar furioso para trás. -Estou quatro mil anos fora de prática.
Os lábios do quarto governante se contorceram nos cantos. -Desejo a você toda a sorte do mundo.
Daemonikai bateu no ombro dele, depois caminhou pela colina em direção a Emeriel.
Era hora de tentar novamente.
•
No caminho, o Grande Rei Daemonikai rangeu os dentes quando mais um bem-intencionado o cumprimentou.
Como ele deveria surpreender sua mulher quando todos continuavam a -Sua Graça- ele?
Ele notou o momento preciso em que sua princesa percebeu sua abordagem.
Interrompendo sua conversa com duas escravas, o corpo inteiro de Emeriel ficou rígido.
Mas eles estavam em público, e lembrando de suas maneiras impecáveis como Galilea, Daemonikai sabia - esperava - que ela não causaria um escândalo.
À medida que se aproximava, ela se virou e lhe ofereceu a saudação perfeita de princesa, completa com uma reverência graciosa.
-Princesa Emeriel,- ele disse calorosamente, pegando sua mão e pressionando um beijo suave em seus nós.
O contato enviou um choque prazeroso através dele. Ele teve que se forçar a soltar.
-A que devo a magnificência que é sua visita, Sua Graça?- ela perguntou, com tom formal.
-Eu desejo passar o resto do dia com você.
Ela fez um movimento nervoso com a cabeça. -Seria indelicado da minha parte monopolizar sua atenção, considerando sua agenda bastante ocupada, Sua Graça.
Escondendo seu sorriso, Daemonikai disse suavemente. -Eu lhe asseguro, minha agenda já foi liberada. Eu sou, afinal, um rei se recuperando de uma das doenças mais mortais já a afligir nossa espécie.- Ele deu de ombros. -Meus conselheiros insistem que eu preciso de mais descanso, e não posso pensar em um descanso melhor do que passar tempo com você.
Sua troca de palavras estava atraindo atenção. Até mesmo as mulheres humanas próximas estavam elogiando suas palavras.
-Vá com ele, Princesa,- uma das mulheres à esquerda de Emeriel sussurrou com excitação.
-Siga Sua Graça,- outra ecoou da direita. -Você sabe que quer.
Momentos como esse tornavam sua audição aguçada uma bênção.



VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...