PRINCESA AEKEIRA
-Quando você vai voltar para casa?- Aekeira perguntou.
Ao lado dela, o corpo do Lorde Vladya ficou tenso.
Eles estavam pescando em um riacho isolado. O Lorde Vladya havia pescado vários peixes, enquanto Aekeira não havia conseguido pegar nenhum. Não que ela esperasse.
Emeriel sempre foi o especialista nisso, mas Aekeira gostava da simplicidade do ato com ele.
-Não tão cedo,- ele disse, de forma não comprometedora.
Já se passaram três semanas desde que Aekeira começou a visitá-lo regularmente. Ela chegava todas as manhãs e ficava com ele durante a maior parte do dia. Sempre que perguntava sobre seu retorno ao seu povo, recebia a mesma resposta.
Ela entendia a hesitação dele. Depois do que aconteceu, voltar não era fácil. Mas o povo de Blackstone precisava de seu lorde.
Todas as manhãs, Aekeira encontrava cestas de frutas em sua porta. As pessoas sabiam para onde ela ia, e aprovavam.
Ela passava mais tempo aqui do que na fortaleza. Na verdade, ela praticamente morava aqui agora, voltando para seus aposentos apenas à noite.
Exceto nos 'dias ruins'. Quando ele passava por episódios sombrios de loucura selvagem. Nestes dias, ele insistia para que ela saísse.
-Outro,- os olhos do Lorde Vladya se iluminaram.
Um leve puxão em sua linha de pesca sinalizou uma mordida, e Aekeira sorriu enquanto ele habilmente recolhia um grande peixe que batia as nadadeiras. Esse era o quinto.
-O jantar, minha senhora, vai ser delicioso.
-Certamente será, meu lorde,- ela riu, seu coração se enchendo.
Aekeira nunca se cansaria de ter toda a atenção dele. Passar o dia inteiro com ele, absorvendo a visão dele. Parecia um dos seus contos de fadas, onde este homem era todo dela.
Momentos como esse a faziam desejar que o mundo exterior não interferisse.
O Lorde Vladya parecia mais relaxado. Mais leve.
Será que finalmente estava tendo vislumbres do homem que ele costumava ser?
Seu interior se aqueceu com o pensamento. Ela estava mais feliz nas últimas semanas do que havia sido em anos.
*********
De volta à caverna, após a refeição satisfatória, o Lorde Vladya saiu para buscar lenha para manter a caverna aquecida. Ficava frio à noite.
Sozinha, Aekeira vagou para outra parte da caverna. Ela descobriu... uma piscina?
Rochas lisas formavam uma bacia, segurando a água cristalina. Uma cachoeira escorria de cima, alimentando a piscina. Este devia ser o local de banho do Lorde Vladya.
A água era convidativa. Aekeira teve vontade de tirar suas roupas e entrar, deixando-a aliviar seus músculos cansados.
-Você sabe que pode usar, certo?
Ela se virou.
O Lorde Vladya estava casualmente apoiado em uma rocha, com os braços cruzados.
Aekeira corou. -Eu estava apenas... pensando.
Seu olhar suave e preguiçoso de afeto. -Você poderia tirar essas roupas bonitas e aproveitar a água fresca.
-É tentador,- ela admitiu, seu coração batendo mais rápido.
-Então faça.- Fixando-a com um olhar cheio de fogo, ele ordenou suavemente, -Tire suas roupas, Aekeira.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...