A respiração de Emeriel acelerou na sala silenciosa enquanto seus olhos o absorviam. Devorando vorazmente cada detalhe dele.
Controle-se, Emeriel. Não há mais vínculo para culpar agora. Isso é tudo você. Tenha um pouco de restrição.
Mais fácil falar do que fazer.
Ela estava grata por estar sozinha com ele. Ninguém poderia ver o quanto ela lutava. O quão difícil era estar na mesma sala com ele novamente.
O esforço que ela fazia para não correr pela sala e desabar em cima dele, apenas para sentir seu corpo contra o dela mais uma vez.
As lembranças eram as mais difíceis.
Aquelas noites roubadas em seus braços, escondidas na cabana, fazendo amor após amor. A névoa de calor e a passagem do tempo tinham borrado as lembranças, e ela tinha sobrevivido bloqueando-as.
Mas agora, aqui nesta sala com ele, os anos encolheram e desapareceram, e parecia que era ontem.
As lembranças que antes eram nebulosas de repente eram vívidas, piscando muito claramente.
O corpo inteiro de Emeriel estremeceu.
Ela recuou da sala, fechando a porta atrás dela. Apoiando-se contra ela, ela ofegou por ar. Seus joelhos fracos, seu coração muito frágil.
Era mais fácil lutar pelo controle quando ele não estava à vista.
Você é mais forte do que isso, Emeriel. Se recomponha.
Levou um tempo, mas finalmente, ela se sentiu mais calma. Composta, ela voltou para a sala e sentou-se na cadeira ao lado da cama dele, esperando até que a constrição apertada em seu peito se afrouxasse. Até que respirar se tornasse menos difícil.
-Meu rei,- sussurrou Emeriel. -Olá, meu rei.
Segurando sua mão na dela, ela a apertou levemente. Sua pele febril queimava contra sua palma. -Como você tem passado? Onde você está? Se você pode me ouvir, volte. Seu povo precisa de você.
Assim que ela começou a falar, ficou mais fácil. A espiral apertada em seu peito começou a se desenrolar.
-Muito em breve, a noite da lua do eclipse estará aqui novamente. Eles estão aterrorizados de enfrentá-la sozinhos. Há uma fome, e os jovens estão famintos. Eles me olharam—eu, uma humana—com fome nos olhos, em vez de desdém. Você consegue imaginar isso?
Segurando sua mão, o calor se infiltrou em sua pele. Demais quente.
Ela se levantou da cadeira, pegando a bacia de água gelada e um pano. Voltando ao lado dele, ela mergulhou o pano na água, limpando seu rosto.
-Você não está deixando eles em boas mãos, meu rei. O Senhor Zaiper está ansioso para governar, mas ele não se importa com o povo. Não como você se importa. Eles precisam de você. Eles sempre precisam de você.
Sua mão passou da testa para o pescoço. Seu corpo irradiava um calor que parecia subir mais a cada segundo que passava.
Ao afastar a roupa de cama para lavar seu corpo, Emeriel deu um grito.
Seu braço esquerdo estava coberto de linhas escuras, como rachaduras preenchidas com sangue enegrecido, seguindo para cima e desaparecendo sob suas roupas de dormir.
Com mãos trêmulas, Emeriel levantou sua vestimenta, seguindo o caminho sombrio, traçando-o de volta para seu peito. As linhas mais grossas e mais escuras pulsavam do centro de seu peito.
Sua alma estava realmente morrendo.
-Oh, meu amado,- sussurrou Emeriel, trêmula enquanto olhava para a marca de sua morte lenta.
Seus dedos traçaram as veias escuras, sua testa caiu em seu peito. -Como você permitiu que a tristeza chegasse a esse ponto? Você não pode partir assim.
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-Oh, meu amado.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...