MERILYN
Uma mulher Urekai fortemente grávida parou na entrada do corredor que levava às câmaras do Grande Senhor de Blackstone. Ela se virou para seu companheiro masculino.
— Eu continuarei daqui.
O homem, um alto senhor Urekai e seu companheiro de ligação, olhou para ela gentilmente.
— Eu entendo. Vou esperar seu retorno aqui. Vá e responda ao chamado de seu mestre.
Ela lhe deu um sorriso suave antes de continuar pelo corredor, os sons fracos da celebração ainda ecoando ao longe. Quando ela chegou à porta de carvalho resistente, ela bateu uma vez e esperou calmamente.
— Entre, Merilyn. — uma voz profunda e familiar chamou de dentro.
Merilyn entrou na sala, fechando a porta atrás dela. Inclinando-se respeitosamente, ela cumprimentou, — Meu senhor.
O Grande Senhor Vladya, que estava de frente para a janela, virou-se para olhá-la por cima do ombro. Um pequeno sorriso tocou seus lábios enquanto ele a olhava.
— Não há necessidade de formalidades esta noite. — Seus olhos se suavizaram calorosamente. — Mesmo pesada de criança, você está tão bonita quanto sempre, Merl.
Um sorriso reconfortante se espalhou pelo rosto dela enquanto ela avançava mais para dentro da sala.
— Não tenho certeza se isso é um elogio, Vlad. Eu pareço uma melancia. Se você tivesse me chamado sete meses atrás, poderia ter me visto em um estado melhor.
— Você está deslumbrante agora. Além disso, tenho certeza de que Henry mantém você bastante ocupada.
— Nunca ocupada demais para nutrir meu mestre. — ela respondeu firmemente. Ao se aproximar, ele a envolveu em um abraço caloroso e beijou sua testa ternamente. — Henry e eu nos preocupamos com você, meu senhor.
— Não se preocupe. Você tem seu bebê para pensar. Já lhe disse o quão feliz estou por você? — Ele recuou, com seus olhos segurando uma gentileza rara reservada para sua hospedeira de sangue. — Você e Henry trabalharam tão duro para conceber, e agora o pequeno está aqui.
— Trezentos e oitenta e quatro anos. — ela corrigiu com um sorriso suave. — É difícil esquecer quando se conta cada dia com tanta esperança.
— Eu entendo. Então, você não precisa se preocupar com este velho mal-humorado. Eu simplesmente estive ocupado, é só isso. — Vladya a assegurou.
Merilyn suspirou.
— Você sabe que comida só pode dar energia temporária e nunca é suficiente para os alfas. Você precisa de sangue regularmente. Por que arriscar se tornar feral quando estou sempre pronta para alimentá-lo? Estou a apenas algumas milhas de distância.
Essa era Merilyn. Sempre cuidadosa, sempre preocupada, sempre fazendo o melhor para cuidar dele.
O Senhor Vladya sentiu uma verdadeira alegria sabendo que ela carregava uma criança depois de tantos anos tentando. Ela seria, sem dúvida, uma mãe maravilhosa.
— Daemon passou cinco anos sem se alimentar e permaneceu sob controle. — ele lembrou.
— Mas ele chegou perigosamente perto. Apenas bebendo da Grande Rainha Evielyn ‘mesmo que seu sangue não pudesse sustentá-lo completamente’ o manteve são durante esse tempo. As terríveis dores de cabeça quase o quebraram, e sua saúde sofreu muito até que finalmente chamou por sua hospedeira de sangue. — O sorriso de Merilyn desapareceu em uma expressão preocupada. — Você não tem um companheiro de ligação, querido Vlad. Você não pode continuar vivendo assim. Eu não quero que nada de ruim aconteça com você.
Merilyn finalmente percebeu o ambiente ao seu redor. Seus olhos se arregalaram ao avistar uma figura imóvel deitada em cobertores no final espaçoso da câmara.
Uma mulher humana?
EMERIEL
Emeriel acordou com um peso pesado pressionando-a. A dor percorreu seu corpo, especialmente na região inferior.
O rosnado profundo da besta trouxe de volta as memórias. A besta está me montando!
Um rugido alto rasgou da garganta da fera, imobilizando enquanto seu sêmen jorrava em seu corpo... revestindo seu interior, enchendo-a. Desencadeando outro orgasmo em Emeriel.
Sem aviso. Desprovido de prazer. Apenas um sentimento avassalador e inexplicável que inundava seus sentidos. Era surreal.
Emeriel gritou, tentando se afastar do ataque de sensações. Mas a besta a puxou bruscamente de volta, prendendo-a com suas patas, forçando-a a aceitar tudo. Até a última gota.
Ela lamentou. Gritou. Berrou.
Quando a besta finalmente retirou seu membro, os braços de Emeriel cederam, e ela desabou na cama, com sua cabeça girando.
Ela não tinha mais forças, e havia uma poça de sêmen onde ela estava deitada. Fracamente, ela virou a cabeça para olhar para a besta. Alívio a inundou quando viu a besta se afastando.
‘Oh, graças aos céus. Acabou.’
Mas quando a criatura feral se levantou, agarrou as pernas de Emeriel e a arrastou para a beira da cama antes de erguê-la pela cintura.
’Com certeza, ele não pode querer mais...’
— Não, não, não. — Emeriel lutou, debatendo-se incapaz de encontrar um apoio. A besta a carregou até a metade da câmara, e tão rapidamente quanto começou, abruptamente terminou. Seus joelhos encontraram o chão frio e duro, e suas mãos instintivamente se estenderam para manter o equilíbrio.
Quando ela sentiu aquele corpo duro e áspero atrás dela mais uma vez, sentiu aquele membro enorme cutucar suas partes íntimas doloridas, um sentimento de terror se instalou em seu ventre.
‘Luz acima, a besta não terminou comigo.
Oh demônios, vou morrer esta noite.’

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...