EMERIEL
Emeriel engoliu em seco e deixou a verdade escapar. -Meu nome é Emeriel.
O Rei Daemonikai soltou o corpo sem vida e ele caiu no chão. Uma fúria sombria se reuniu em seus olhos, tão aterrorizante que o coração de Emeriel começou a bater como um tambor de destino.
-Você me enganou?- Ele soava calmo e enfurecido ao mesmo tempo.
Emeriel estremeceu. -Eu s-sinto muito.
Desculpe. Tão patético, tão inadequado. Não se tece teias de mentiras, e se engana como ela fez, e tudo o que podia dizer era -desculpe-. Mas a mente de Emeriel ficou em branco.
Ela lutou para pensar, para encontrar uma maneira de se explicar, mas os tambores do destino afogaram todos os pensamentos coerentes.
O grande rei disse algo, mas Emeriel não conseguia ouvir. Sua visão se estreitou, e tudo o que podia ver era seu rosto assassino se aproximando.
Levante-se! Corra! Sua mente gritava, mas seu corpo se recusava a obedecer. Enraizada no lugar. Paralisada.
Ele ia matá-la, Emeriel sabia disso.
O mundo se estreitou a um ponto de luz à medida que a escuridão se aproximava. Acho que vou desmaiar.
O alívio a envolveu. Isso, isso ela poderia enfrentar.
Eu queria nunca acordar.
Emeriel acordou lentamente, seus sentidos gradualmente retornando a ela. Ela estava deitada sobre as costas poderosas e musculosas da besta. Vestida mais uma vez em sua vestimenta de escrava, mas seu cabelo estava solto, caindo solto sobre seus ombros.
A sensação de seus seios sem os apertados envoltórios habituais era difícil de ignorar também.
O medo paralisante voltou, mas ela o forçou para baixo. Esta é a sua besta. Ela passou inúmeras noites em seus braços, o alimentou com a mão e com sangue, até mesmo foi montada repetidamente por ele. Esta besta sempre foi sua protetora. Não a machucaria.
Mas essa besta ainda é o Rei Daemonikai. Um Rei Daemonikai que acabou de descobrir seu engano.
Ela examinou ansiosamente o ambiente ao redor. Eles acabaram de passar pelos portões da fortaleza onde uma pequena multidão se reuniu, murmurando e apontando para a besta. Mas eram os grandes senhores de pé na frente, observando e esperando, que a aterrorizavam mais. Todos eles estavam presentes.
O Senhor Ottai parecia completamente perplexo, a preocupação evidente nas linhas profundas de seu rosto. A expressão do Senhor Vladya era uma máscara cuidadosamente construída, mas seus olhos estavam fixos nela, penetrantes e desconfortáveis como de costume. Emeriel desviou o olhar rapidamente. O rosto do Senhor Zaiper era um estudo de confusão, calculando.
A pata maciça da besta se moveu atrás dela, a estabilizando enquanto ele se erguia sobre as patas traseiras e voltava à sua forma humana. O Rei Daemonikai ficou alto, deslizando-a por suas costas até que ela ficasse, tremendo, atrás dele.
-O que está acontecendo, Sua Graça?- a voz de um grande senhor cortou o silêncio tenso. -Do jeito que você saiu da corte...
-Estávamos preocupados-, outro acrescentou rapidamente.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...