EMERIEL
Emeriel acordou lentamente, desorientada.
Sua cabeça latejava com uma dor surda, e sua boca estava ressecada. Uma dor latejante pulsava através de seu crânio, e sua língua parecia papel de lixa contra o teto de sua boca seca.
Ela gemeu baixinho, apenas para se contorcer com o desconforto agudo que percorria seus ombros e costas. Algo rígido pressionava contra sua espinha. Um poste. Um poste duro, áspero contra sua pele nua.
Ela estava de pé, nua, seus curativos no peito haviam desaparecido, seus pulsos esticados acima de sua cabeça, a mordida áspera da corda cortando em sua carne.
Ao se mover, seus tornozelos gritaram com uma dor semelhante, amarrados firmemente para mantê-la no lugar. Amarrada de uma maneira que a deixava em uma postura dolorosa e desajeitada.
O pânico cresceu dentro dela. Onde estou? O que está acontecendo?
Seus olhos se moveram rapidamente. Uma caverna, e estava escuro. Apenas o brilho fraco das tochas lançando sombras nas paredes irregulares a salvou de ficar completamente cega.
-Olha quem finalmente decidiu se juntar a nós-, uma voz zombou atrás dela.
Ela virou a cabeça na direção do som, mas seu pescoço protestou. No final, ela desistiu. -Quem são vocês? O que querem comigo?- ela perguntou em vez disso, em um sussurro rouco.
Uma figura se colocou na frente dela, o rosto obscurecido pelo capuz de uma capa. A pessoa segurava uma tocha acesa no alto. -Ela está acordada!
Emeriel lutou para conter o pânico crescente, mas seu corpo se recusava a obedecer. Ela lutou contra suas amarras, a corda áspera queimando sua pele.
Um som quebradiço e estaladiço chegou aos seus ouvidos, atraindo seu olhar para baixo.
Lenha. Grandes feixes dela estavam amontoados ao redor de seus pés, cercando suas pernas como uma prisão.
As tochas... elas não eram para iluminação. Elas vão me queimar viva.
O terror a dominou. -Por favor, me deixem ir!- ela implorou, sua voz aumentando de tom. -Vocês têm a pessoa errada, me deixem ir! Eu não fiz nada!
-Oh, mas eu não acho que temos-, disse outro figura mascarada que entrou na caverna, sua voz mais fria que a primeira.
O arrastar de botas contra a pedra acompanhou o som quando outra figura avançou, seguida por várias outras. Suas silhuetas volumosas e vozes profundas não deixavam dúvidas, eram homens. Homens Urekai. Cinco, até agora.
-Juro, não fiz nada de errado!- A mente de Emeriel estava a mil. Quem são eles?
Isso poderia ser obra da Senhora Sinai? Ela sempre ameaçou matar Emeriel. Poderia ela estar por trás disso?
-Sua existência sozinha é um problema-, zombou um homem. -Um incômodo. A mera ideia de você ser nossa grande rainha me enoja. Sua espécie é uma doença que deveria ser erradicada. Não precisamos de alguém como você.
O coração de Emeriel bateu forte contra suas costelas enquanto suas palavras afundavam. Eles sabem.
Eles sabiam seu segredo.
Eles sabiam de tudo.
A respiração de Emeriel falhou, e o pânico a agarrou como um torno. Ela puxou as cordas como um animal selvagem desesperado para escapar de sua jaula, ignorando a dor lancinante à medida que elas cortavam mais fundo em seus pulsos.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...