AEKERIA
O mestre escravo engoliu audivelmente, seu rosto pálido. Ele se virou para Aekiera, seus olhos baixos. -Peço desculpas por tudo o que fiz de errado, humano.
A voz do Senhor Vladya permaneceu calma, seu rosto em branco. -Esse não é o nome dela, Tyke.- A voz do Senhor Vladya permaneceu calma, seu rosto em branco.
-Eu p-peço desculpas por tudo, A-Aekeira.
Aekeira estava sem palavras. -Uhm...
Finalmente, o Senhor Vladya soltou sua mão, deixando-a formigando com seu toque. Ele se virou e se afastou, sua capa rodopiando atrás dele. -Siga-me.
Aekeira seguiu atrás dele, deixando para trás os olhos perplexos e curiosos. O silêncio os envolveu enquanto atravessavam o pátio de Blackstone, onde os escravos trabalhavam, e adentravam o coração da fortaleza, onde apenas Urekai vagava.
Ela pensou na mensagem do Alto Senhor Herod esta manhã, agradecida por Em estar em algum lugar seguro para o seu cio completo. Embora surpresa que o grande rei estivesse ajudando-a através disso. Ainda assim, sabendo nos braços de quem Em estava, aliviava algumas de suas preocupações... mesmo que abrisse as portas para outras mais novas e assustadoras.
Passaram por jardins bem cuidados e fontes ornamentadas, cercados pelo doce cheiro do jasmim em flor e pelo suave chilrear dos pássaros.
Num prado com vista para um lago, o Senhor Vladya parou e Aekeira colidiu com suas costas largas.
-Eu não estava ciente de que você tinha parado, eu...- ela se calou, a respiração presa na garganta. Aekeira permitiu-se apoiar nele, enterrando o nariz nas dobras de suas vestes escuras, respirando-o.
Por um momento, o mundo deixou de existir. As incertezas do amanhã, as preocupações do futuro, desapareceram.
Mas ela sabia que não podia ficar. Com um profundo e trêmulo suspiro, ela começou a se afastar...
Apenas para ter suas mãos seguradas por ele, mantendo-a no lugar.
-Por um momento... apenas por um momento.- O vento carregava sua voz rouca, roçando contra sua pele como um carinho. -Fique assim, por um momento.
O coração de Aekeira acelerou novamente, batendo tanto que se não soubesse melhor, suspeitaria de uma doença repentina. Mas ela sabia.
Esse homem enigmático. Esse macho duro, frio, teimoso com paredes de pedra construídas ao seu redor para manter o mundo fora, seria sua ruína.
Suas mãos escaparam das dele, subindo por conta própria para cercar sua cintura. Ela pressionou a bochecha contra a extensão de suas costas, o cheiro dele preenchendo seus sentidos, aterrando-a. -Está tudo bem, Meu Senhor?
O silêncio respondeu, mais eloquente do que qualquer palavra poderia ter sido. Seu corpo era uma bobina tensa, vibrando de tensão. Algo estava acontecendo com ele, e Aekeira se sentia impotente. Ela olhou ao redor, mas sua guarda sempre presente já lhes havia concedido privacidade.
-Diga-me como posso aliviar seu fardo, e eu farei.- Por que ela estava expressando isso em voz alta!? Deveria ser em seus pensamentos secretos.

-Não, você cobiça por mim,- ele afirmou. -Na primeira noite em que te tomei, seu corpo ficou molhado por mim, não pela discussão sobre ele.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esse príncipe é uma menina: a escrava cativa do rei vicioso
Oi está dando ero com o capítulo 132...
Ruim, vc abre o capítulo depois não consegue ler novamente...