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Esposa grávida fugiu, o CEO marido lutou para a reconquistar romance Capítulo 96

Ela mantinha o termômetro na boca, aparentando exaustão, mas havia um lampejo de irritação em sua expressão que a tornava um tanto adorável e também despertava compaixão.

À medida que o tempo passava, Roberto retirava o termômetro de sua boca e observava a temperatura, trinta e oito graus.

Era uma febre moderada.

Contudo, ao ver esse número, Roberto franzia a testa, preocupado:

— Vou te levar ao hospital para te hidratar.

— Não, eu não quero ir ao hospital. — Jaqueline se mostrava bastante resistente à ideia.

— Mas você está febril, precisa de cuidados...

— Roberto, por que insiste em me levar ao hospital? Você me traumatizou com isso, lembra? Foi você que me trouxe ao hospital e por isso estou assim, o que mais você quer?

Jaqueline falava isso propositalmente, ela tinha um grande receio de ir ao hospital, preocupada que exames pudessem revelar sua gravidez.

Roberto pausava, então respondia:

— Você não precisa ir ao hospital, posso chamar um médico para vir aqui e te aplicar soro.

— O mordomo já me medicou, e eu já tomei. Agora, só quero dormir.

Ela bebia apenas a água e descartava o remédio no lixo.

Roberto observava o copo vazio na mesa de cabeceira, suspirava e tocava a testa dela:

— Desculpe.

Jaqueline afastava sua mão, se virava na cama, de costas para ele, mordia o dedo e seus olhos começavam a lacrimejar, ela não lhe dava atenção.

"De que adianta ele pedir desculpas agora?"

Roberto suspirava e permanecia sentado ao lado de sua cama por um longo período.

Depois de perceber que Jaqueline adormecia num sono leve, ele cuidadosamente a cobria com o cobertor e se dirigia ao banheiro.

Quando saía, já havia tomado banho.

Ao retornar, notava que começara a chover lá fora, o vento estava forte e as janelas estavam abertas, fazendo as cortinas esvoaçarem. A mulher na cama acordava assustada, tossindo várias vezes e se contorcendo.

— Eu te odeio, eu te odeio! — Jaqueline apertava os punhos e começava a bater no peito dele com força. — Eu te odeio!

Roberto fechava os olhos resignadamente e dava um beijo suave em sua testa, deixando ela bater em seu peito.

— Jaque, a culpa é minha.

Se ele não tivesse agido impulsivamente e a levado para fora, ela não teria pegado frio, não teria febre. Ele desejava que fosse ele quem estivesse doente agora.

Até que Jaqueline, cansada, adormecia pesadamente em seus braços.

Depois de um tempo, Roberto se levantava e ia ao banheiro.

Logo ele retornava com uma toalha úmida, colocando ela na testa dela para ajudar a baixar a febre.

Ele enxaguava a toalha várias vezes, indo e voltando.

Assim, até o final da madrugada, Jaqueline finalmente adormecia tranquilamente.

Roberto colocava a toalha de lado, se deitava ao lado dela, deslizava a mão por baixo de seu pijama para checar a temperatura e a abraçava firmemente.

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