Nádia dirigiu Jaqueline de volta para casa.
Ao descer do carro, Jaqueline disse:
— Mãe, por que você não fica aqui esta noite?
— Não é necessário, estou acostumada a viver sozinha. Vá para casa e descanse bem. — Recusou Nádia.
Jaqueline tossiu algumas vezes.
Nádia já tinha percebido a tosse dela durante a viagem e aconselhou:
— Quando chegar em casa, beba bastante água quente. Parece que você pegou um resfriado, tente não tomar remédios e descanse bastante.
Jaqueline assentiu:
— Está bem, eu entendo. Tenha cuidado no caminho.
Jaqueline não insistiu para que ela ficasse, pois parecia que Nádia realmente não queria ficar.
Depois que Jaqueline entrou no hall, ela ajustou o casaco sobre o corpo, já era tarde e estava um pouco frio.
O mordomo a cumprimentou:
— Sra. Santana, você voltou.
— Mordomo, por que você ainda está acordado?
— Vi um carro entrando e pensei que poderia ser você ou o Sr. Roberto.
Jaqueline forçou um sorriso:
— Ele não vai voltar. Você pode ir dormir.
Apertando os punhos e levando-os aos lábios, Jaqueline tossiu algumas vezes antes de subir as escadas.
De volta ao quarto, ela se deitou na cama e a tosse piorou.
Ela havia pegado um resfriado, Roberto a tinha tirado de casa vestida apenas de pijama, embora ele tenha lhe dado um casaco ao chegarem ao hospital.
A infecção bacteriana ocorreu rapidamente.
O mordomo, com remédios e um copo de água quente nas mãos, parou à porta:
— Sra. Santana, você já dormiu?
Ele perguntou educadamente, mas sabia que ela não estava dormindo porque podia ouvi-la tossir.
— Mordomo, há algo que você precisa? — Perguntou Jaqueline.
— Sra. Santana, ouvi você tossindo e trouxe remédio e água quente. Tome o remédio antes de dormir.
Logo, Jaqueline abriu a porta, parecendo um pouco pálida.
Ela pegou o remédio e a água:
Sua garganta doía tanto com a tosse que, mesmo tentando não tossir, sentia coceira e só podia suportar o desconforto.
"Me desculpe, meu filho, sua mãe não cuidou bem de você, mas não se preocupe, mamãe está bem e vai melhorar em alguns dias."
A tosse de Jaqueline era tão forte que ela nem percebeu quando a porta do quarto se abriu.
Foi só quando sentiu um lado da cama afundar que Jaqueline se assustou e se virou, apenas para descobrir que Roberto, sem ela saber como ou quando, estava sentado ao lado dela na cama.
— Você... Como você voltou?
Roberto levantou a mão e gentilmente tocou sua testa, depois pegou um termômetro e tentou colocá-lo em sua boca.
Jaqueline rapidamente afastou a mão dele:
— O que você está fazendo?
— Vamos ver se você está com febre, abra a boca.
Ele estendeu o termômetro novamente.
Jaqueline se sentou na cama:
— Você não estava com a Ângela? O que está fazendo aqui?
Ela realmente não queria vê-lo agora!

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