— O que aconteceu? — Perguntou Jaqueline, confusa. — Você tem problemas com sua família?
Ao ver o silêncio de Heitor, Jaqueline pareceu entender algo:
— Desculpe, eu não sabia. Se você não tem um bom relacionamento com sua família, então eu não vou entrar em contato com eles.
Cada pessoa tinha uma situação familiar diferente, nem todos mereciam o contato da família. Ela não queria ser crítica para Heitor, pois muitas vezes, quando a relação com a família não ia bem, não era culpa do filho.
Heitor sorriu com um semblante de resignação:
— Irmã, eu... Eu não tenho família.
— O que você está dizendo? — Perguntou Jaqueline, surpresa. — Você não tem família?
Heitor assentiu:
— Sim, meus pais faleceram quando eu era muito pequeno. Eu só vivia com meu tio e minha tia, mas eles achavam que eu era um fardo para eles. — Ele forçou um sorriso amargo. — Enfim, agora que sou adulto, moro sozinho.
— Entendi. — Jaqueline sentiu um aperto no coração. Com uma situação assim, ela achava que Heitor devia estar passando por muitas dificuldades. Ela sempre o via como um jovem alegre e talentoso, e imaginava que sua família teria muito orgulho dele.
— Irmã, me desculpe por não ter te contado antes.
— Não se preocupe. — Disse Jaqueline suavemente. — Não contar também é compreensível. Se for assim, então fique tranquilo no hospital. Eu vou arranjar alguém para cuidar de você.
— Não, irmã, eu vou me cuidar. Não tenho muito dinheiro para pagar pelo cuidado.
— Não se preocupe, eu vou pagar. Você só precisa descansar e cuidar da sua saúde.
Ao ouvir as palavras generosas de Jaqueline, Heitor fez uma expressão de choque:
— Não, irmã, como eu poderia te fazer gastar com isso? Deve custar muito dinheiro.

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