Roberto chegou ao quarto de hospital onde Ângela estava internada e, ao entrar, viu a mulher segurando um vestido de noiva branco imaculado em seus braços, sorrindo radiante.
Talvez pela imensa felicidade, sua cor facial parecia muito melhor.
— Roberto, você chegou. — Ângela abraçou o vestido de noiva apertadamente. — Você realmente não me enganou... Este vestido é tão lindo! Eu amei! Mal posso esperar para usar.
Roberto se sentou ao lado da cama, com uma expressão um tanto pesada.
— O que houve, Roberto? — Ângela percebeu sua expressão sombria. — Aconteceu alguma coisa? O vestido de noiva não foi você quem deu?
Roberto deu um leve sorriso:
— Foi para você, que bom que gostou.
Naquele momento, a cirurgia de transplante de coração dela era impossível.
Jaqueline definitivamente não concordaria.
Aquele homem era mais importante no coração de Jaqueline do que ele imaginava.
— Roberto, por que essa cara de preocupação? O que aconteceu? Você pode me contar?
— Ângela. — Roberto segurou a mão dela. — Hoje vou te transferir para outro hospital.
Ângela confusa:
— Este hospital não é o melhor do país? Por que vai me transferir? — Vendo a expressão grave de Roberto, Ângela pareceu adivinhar algo, uma premonição sinistra. — Roberto, me diga a verdade, o que está acontecendo?
— Ângela, neste último tempo, não vou a lugar algum, vou ficar ao seu lado.
Ela não tinha muito tempo.
Ângela ficou um pouco agitada:
— Por que você diz isso? Não estava quase na hora da cirurgia?
A essa altura, Roberto só podia dizer a verdade:
— Desculpe, a cirurgia não pode mais ser realizada.

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