A noite estava silenciosa.
Um SUV preto permanecia estacionado na escuridão.
Heitor, ao volante, vestia um casaco preto e um chapéu, retirando um celular do bolso.
[A ovelha nas nuvens deseja adicioná-lo como amigo.]
Heitor não aceitou imediatamente, mas colocou o celular ao lado, franzindo levemente as sobrancelhas com um sorriso sinistro nos lábios.
A aparência submissa havia desaparecido completamente, como se de repente um demônio o possuísse.
...
Era meia-noite e começou a chover forte.
Nádia dormia profundamente em sua cama quando o som insistente da campainha a despertou abruptamente.
Ela se sentou de súbito.
"Quem pode ser a essa hora? Não pode ser o Fábio me incomodando de novo, pode?"
Se levantou cautelosamente e caminhou até a porta. Ao ver quem estava na tela, ficou chocada e imediatamente abriu a porta.
Roberto estava lá fora, o casaco do terno aberto, a gravata torta, completamente encharcado da cabeça aos pés.
Pálido, com olheiras vermelhas, levantou os olhos vazios para Nádia e perguntou roucamente:
— Mãe, que horas são?
Nádia sentiu um forte cheiro de álcool.
Um aroma tão intenso que era difícil imaginar quanto ele tinha bebido.
Roberto olhou ao redor, com o olhar perdido de uma criança.
— Errei o caminho, esta não é minha casa. Onde está a Jaque? Por que ela desapareceu?
Roberto se virou para ir embora, mas Nádia correu atrás dele:
— Roberto!
Ele parou, cambaleante, e se virou:
— O que foi?
Nádia acenou com a cabeça:

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