— Eu vi um homem, ele parecia muito irritado. Ele partiu dirigindo e, pouco depois, você desceu, chorando e gritando um nome.
Ao ouvir a palavra "irritado", Jaqueline sorriu resignadamente.
"Ele ainda estava irritado. Depois de ter me dito tão diretamente que nunca me amou em dez anos, que motivo ele tinha para ficar irritado?"
— Aquele homem é seu namorado?
— Ele... — Jaqueline puxou amargamente o canto da boca. — Ele é meu ex-marido, nós acabamos de nos divorciar.
— Então é isso, mas por que você ainda chora por ele?
Lágrimas ainda pendiam nos cantos dos olhos de Jaqueline, ela sorriu levemente, mas era um sorriso triste:
— Eu... Eu não vou chorar mais, não vou chorar no futuro.
— Isso mesmo, isso mesmo, você não deve chorar. Você parece ser uma pessoa muito boa, o divórcio certamente foi culpa daquele homem, não tem nada a ver com você, você deve ser feliz.
Jaqueline levantou a cabeça, encarando os olhos redondos do rapaz:
— Você confia tanto em mim assim? Nos conhecemos há poucos minutos e você já acha que não cometi nenhum erro?
— Claro que sim. — O rapaz acenou vigorosamente com a cabeça. — Você é tão bonita, como poderia estar errada?
Com um "haha", Jaqueline ria por causa dele.
— Ser bonita significa estar certa? Meu ex-marido também é bonito, como você pode pensar que é tudo culpa dele?
— Eu gosto de você, que é bonita, não gosto do bonitão que é um canalha. — O rapaz falou suavemente. — Você é tão bonita, certamente encontrará alguém melhor, vamos ignorar o canalha.
A voz do rapaz era como água, gota a gota batendo no coração de Jaqueline, soando de modo agradável e confortável.
Jaqueline se sentiu imediatamente mais leve:
— Obrigada, vou lembrar das suas palavras.
— Exatamente, exatamente. Fique longe do canalha, canalhas nunca terão felicidade. — O rapaz disse com um toque de raiva.

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