Roberto permaneceu imóvel, olhando fixamente para Jaqueline, quase esquecendo de respirar.
Por alguns segundos, o tempo pareceu se estender por séculos.
Seus lábios tremeram levemente enquanto ele começava a caminhar em direção a ela.
Ao perceber isso, George tentou intervir para impedir que Roberto se aproximasse de Jaqueline, mas Osvaldo o segurou firmemente, o impedindo de prosseguir.
George cerrou os punhos, pronto para agarrar a gola de Osvaldo e jogá-lo para o lado, quando de repente Jaqueline falou:
— Não venham!
Os passos de Roberto pararam abruptamente, como um soldado obedecendo instintivamente a um comando.
Jaqueline se levantou lentamente do chão.
Se sentia um pouco tonta, mas se esforçava para não mostrar, segurando o desconforto enquanto levantava a cabeça e dizia a George:
— Desculpe, George, eu prefiro ir descansar agora.
— Eu te levo para casa. — George deu um passo à frente.
Osvaldo o bloqueou novamente.
— Saia da minha frente! — George apertou os punhos, quase desferindo um soco.
No fundo, Osvaldo também estava nervoso, percebendo o olhar de George, temendo apanhar, mas não tinha escolha, ele tinha que obedecer às ordens do Presidente Roberto.
— George. — Jaqueline, temendo que ele partisse para a violência, interveio. — Não precisa me levar, vou dirigir sozinha. Preciso ficar um pouco sozinha. Espero que você trate bem a Srta. Valéria.
— Mas... — George estava realmente preocupado com ela. — Eu...
— Está tudo bem, George, já decidi. Não me force a ficar nessa situação.
Sabendo que George era razoável, ela podia falar abertamente com ele.

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