Roberto fechou os olhos, tentando controlar sua raiva:
— Pare de rir.
Ele estava prestes a explodir de tanta raiva!
Nádia tossiu secamente:
— Tudo bem, eu paro de rir. Também não sei por que a Jaqueline te bloqueou, mas quando nos encontrarmos, eu a levarei comigo. Eu já tinha dito a ela que queria que ela estivesse presente quando nos encontrássemos. Portanto, isso acaba sendo uma boa oportunidade.
— Então... — Disse Roberto. — Nos encontramos esta noite e chamamos a Jaqueline também.
Nádia respondeu:
— Vou ligar para ela mais tarde para ver se ela está disponível.
— Ela está disponível. — Afirmou Roberto. — Ela não está trabalhando agora, tem todo o tempo do mundo. Se ela disser que está ocupada, com certeza é uma desculpa. Não deixe ela se safar.
Ao ouvir essa fala direta de Roberto, Nádia franziu a testa.
— Não é de se admirar que ela tenha te bloqueado.
— O quê? — Roberto franziu a testa levemente. — Você sabe o motivo?
Nádia suspirou:
— Filho, às vezes... Você é irritante.
Roberto ficou atônito.
Pela primeira vez em sua vida, ele ouviu alguém lhe dizer algo tão direto, e ainda por cima foi sua própria mãe.
— Você não entende por quê? — Perguntou Nádia. — Você acha que só porque Jaqueline não está trabalhando, ela tem tempo de sobra para ser mandada de um lado para o outro? Com essa sua postura altiva, como você espera que ela queira lidar com você? Você pensa que só você é ocupado, que ela não tem nada para fazer? Você só sabe que ela não tem um emprego fixo, mas o que você sabe sobre o que ela faz quando você não está vendo? Como naquela noite, se você não tivesse visto com seus próprios olhos, você pensaria que ela passou o dia sem fazer nada e foi apenas tomar banho e dormir à noite?
A voz de Nádia era tranquila, sem repreender ou agredir.
Mas era justamente essa calma que fazia Roberto ficar especialmente silencioso.
Nádia esperava pacientemente, sem pressioná-lo.

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