Jaqueline disse:
— Eu a vi, a mãe não estava de bom humor.
— Eu sei que ela não estava de bom humor. — A voz de Fábio soou sombria. — Então você sabe por que ela estava assim?
Jaqueline respondeu:
— Eu também não sei.
Jaqueline percebeu que, mesmo quando Nádia xingava Fábio, o mandando embora, ele não reclamava, provavelmente já estava acostumado.
Fábio perguntou:
— Você não perguntou a ela?
— Eu perguntei, mas a mãe não disse nada.
Fábio suspirou:
— A culpa é minha, se não fosse por aquele erro no passado, ela poderia ser muito mais feliz agora.
— Pai, às vezes, quando a outra pessoa não quer que você a incomode, você não deveria incomodá-la. Talvez essa seja a maior felicidade para ela.
Quando Jaqueline disse isso, sua voz estava calma, mas havia um toque de ironia em seu coração.
Aqueles homens que erraram, no passado, não importava o quanto você os aconselhasse, eles insistiam em seus próprios caminhos, machucando aqueles que se importavam com eles.
Depois, quando percebiam o erro, agiam com grande emoção.
Mas os danos causados não eram algo que um simples "eu estava errado" pudesse reparar.
Fábio mergulhou em silêncio.
Depois de um tempo, ele desligou o telefone.
Provavelmente entendeu o significado nas palavras de Jaqueline.
Jaqueline sorriu amargamente.
Ela olhou para a tela do celular, Roberto tinha enviado outra mensagem para ela.
[Jaqueline, você já acordou?]
Jaqueline estava sentada no carro, olhando fixamente para a tela do celular.
Uma saudação simples.
[Você já acordou?]

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