— Eu... — Jaqueline havia coçado o nariz, desconfortável. — Pai, o que você estava fazendo aqui?
"Será que este era o apartamento de Fábio? E o que significavam o batom em seu queixo e os arranhões em seu pescoço? Ele não poderia ter estado ali com outra mulher..."
Enquanto Jaqueline pensava isso, uma voz soou do interior do quarto:
— Fábio, quem é?
O coração de Jaqueline estremeceu.
"Não era aquela a voz de Nádia?"
Fábio se virou e respondeu:
— É a Jaqueline.
Logo após, Jaqueline ouviu passos.
Em seguida, viu Nádia caminhar em sua direção, com os cabelos longos soltos e vestindo um robe de seda prateado, amarrando o cinto enquanto andava.
Jaqueline ficou atordoada ao ver claramente o olhar sedutor de Nádia e as marcas de beijos visíveis em seu pescoço, percebendo de imediato o que estava acontecendo.
Ela jamais imaginaria que eles dois...
Ela pensou que Nádia odiava Fábio, pois estavam separados há anos, mas, aparentemente, não era o caso...
Jaqueline tentou parar de pensar nos detalhes, pois as imagens já começavam a se formar em sua mente.
Ao contrário do choque de Jaqueline, Nádia parecia completamente tranquila, como se não tivesse medo de ser descoberta. Na verdade, não havia mesmo o que temer, pois ainda eram oficialmente casados.
Fábio também não tentava esconder nada, embora seu olhar demonstrasse irritação, como se estivesse incomodado por ter sido interrompido.
Até que uma voz feminina preguiçosa trouxe Jaqueline de volta à realidade:
— O que você veio fazer aqui?
— Eu... Vim ver você, e também queria conversar um pouco.
— É mesmo? — Nádia avançou lentamente, se inclinando contra a moldura da porta. — Sobre o que você queria falar? Foi sua avó que te mandou vir, não foi?

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