Hugo permaneceu parado, observando-a se afastar, sem dizer mais nada.
Só quando a figura de Cora desapareceu de vista é que ele seguiu para o estacionamento.
Cora conseguiu um táxi facilmente na porta da universidade e foi direto para a escola de Caio Pereira.
Quando chegou, a professora já a aguardava.
A professora a conduziu rapidamente até a enfermaria.
No caminho, Cora ligou para o médico, relatando brevemente os sintomas de Caio.
Como a condição de Caio era muito semelhante à de Noelia,
Cora não precisava fazer muitas perguntas para entender a gravidade.
O médico já estava a postos, preparando-se para recebê-los.
Cora encontrou Caio na enfermaria.
O menino olhou para ela com uma expressão de dar pena. Devido à febre, ele parecia completamente sem energia.
— Mamãe, você veio... — chamou Caio, com uma voz doce e fraca.
Cora ficou surpresa por um momento; não esperava que o menino fosse tão dócil.
Mas, no fundo, ela sabia o quanto a figura materna era importante para Caio.
Um afeto que ele nunca recebera de Adelina Botelho.
Afinal, Adelina não era a verdadeira mãe dele.
Caio era um bebê gerado por FIV.
Era por isso que Bernardo nunca havia tornado essa história pública.
Caio não suportaria tamanho choque emocional.
E sua saúde frágil também não permitia que ele passasse por estresses intensos.
Por isso, diante daquela situação, Cora não o corrigiu.
Rapidamente, ela pegou Caio nos braços e caminhou em direção à saída da escola.
O táxi ainda a aguardava no mesmo lugar.
A professora os acompanhou até o portão.
Cora entrou no carro com Caio, e o veículo partiu velozmente rumo ao hospital militar.
Durante o trajeto, Caio continuava abatido.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo
Não entendi nada pq o diálogo dessa negociação mudou para essa linguagem nórdica....