— Ela está bem — Daniel assegurou. — Você só vai precisar esperar um pouco.
— Ela ainda não acordou? — Noelia franziu o rosto. — Se não acordou, como pode estar bem?
— A situação é um pouco complicada. O que você precisa fazer agora é cuidar bem de si mesma, senão a Cora ficará muito preocupada quando acordar — ele a consolava em voz baixa. — Assim que ela estiver melhor, deixarei você ir vê-la, combinado? Com o seu estado atual, se você for até lá, é muito fácil pegar uma infecção cruzada, e isso causaria problemas maiores.
Daniel não demonstrou impaciência, apenas buscou acalmá-la.
A garota não fez birra, e concordou de forma comportada.
Mas seus olhos ainda transpareciam profunda preocupação com ela.
— Acredite em mim, não deixarei que nada de mal aconteça com ela — ele prometeu.
Sem duvidar dele, ela assentiu:
— Tudo bem.
Daniel não precisou adicionar mais nada.
Ele permaneceu ao seu lado por mais algum tempo.
Afinal, após uma grande cirurgia, sua resistência estava muito frágil e logo ela adormeceu novamente.
Só então ele deixou o quarto de maneira serena.
A expressão de Daniel ficou séria ao se dirigir à saída do hospital.
Henrique acompanhou seus passos rapidamente.
Os dois foram de carro diretamente para a Vila Z.
A Vila Z não tinha grande relevância em Luzia do Mar; a maioria de seus habitantes sobrevivia da pesca.
Além disso, com o rápido avanço da internet,
os jovens que saíam de lá raramente voltavam.
Por conta disso, o lugar foi ficando deserto e esquecido.
Daniel sequer cogitara aquele lugar antes.
Para não chamar a atenção, usou um carro bastante discreto para entrar na vila.
O povoado tinha poucos moradores e exalava um forte odor de peixe.
Sem pressa para descer, ele apenas abaixou o vidro para observar o ambiente ao redor.
Henrique também permaneceu no veículo.
— Daniel, não vamos descer? — Henrique perguntou.
Daniel e Henrique não foram exceção.
Eles se entreolharam, invadidos por um sentimento de absurdo.
Era como se Cora tivesse voltado no tempo, para anos atrás,
agindo de forma obstinada e cega, exatamente como quando decidira segui-lo.
Com tudo aquilo, era impossível para Daniel não se surpreender.
— Para onde você vai? — Henrique segurou o braço dele.
Ao encará-lo, Daniel recuperou a calma quase instantaneamente.
— Não aja por impulso, Bernardo com certeza terá uma carta na manga. Saber que ela está aqui já é suficiente por ora. Planejar nossos próximos passos com cuidado será bem melhor do que um confronto direto agora — aconselhou Henrique.
Daniel concordou calado.
Eles continuaram a observá-los de dentro do carro.
Tal como Jairo relatara, Bernardo passeou com ela por cerca de meia hora antes de irem embora.
Assim que retornaram para casa,
Daniel ligou o motor e partiu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Encurralada pelo Meu Ex-Marido Obsessivo
Não entendi nada pq o diálogo dessa negociação mudou para essa linguagem nórdica....