Pouco depois, o assistente entrou:
— Sra. Botelho, a senhora me chamou?
— Avise aos advogados para retirarem a queixa — ela foi direta ao ponto.
— Entendido — o assistente assentiu.
Bernardo observava tudo de perto.
O assistente entendia as intenções de Adelina.
Por isso, fez a ligação para os advogados na frente de Bernardo.
Os advogados imediatamente seguiram as instruções dela.
Assim que o procedimento foi concluído e a denúncia retirada, ele olhou para os dois.
— Sra. Botelho, a retirada da queixa foi finalizada. A polícia ainda precisa seguir com a burocracia. Em cerca de três dias, a Sra. Fernandes será solta sem acusações — o assistente relatou a situação de forma concisa.
Adelina murmurou em aprovação.
Em seguida, perguntou a Bernardo num tom calmo:
— Bernardo, assim está bom para você?
Ele confirmou com um aceno, ainda de pé, com uma das mãos no bolso.
Assentiu levemente:
— Descanse bem.
Dizendo isso, virou-se para sair.
Mas Adelina foi mais rápida. Ela cambaleou ao tentar descer da cama.
E estendeu a mão, agarrando-o.
Com reflexos rápidos, Bernardo girou e segurou a mão dela firmemente.
Impedindo que ela caísse no chão.
Ele franziu a testa ao olhar para ela, com uma irritação quase imperceptível nos olhos.
Só que Adelina não podia ver isso agora.
— Bernardo — ela chamou o nome dele, assumindo o controle da situação.
Com paciência forçada, ele murmurou um "sim".
— Eu fiz o que te prometi — ela continuou. — Agora, não se esqueça do que você me prometeu.
Era um lembrete direto.
Obviamente, Bernardo sabia disso.



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