Aquela sensação ruim de antes agora só se intensificava.
Cora respirou fundo, forçando-se a manter a calma.
Ela retomou o caminho em direção à UTI Neonatal.
Mas antes mesmo de chegar, ela já podia sentir uma atmosfera de pura tensão no ar.
A entrada da UTI, que antes costumava ser um ambiente tranquilo, agora estava uma verdadeira confusão.
Todos ali pareciam ter rostos extremamente sombrios.
O rosto de Cora empalideceu na hora e seu primeiro pensamento foi em Noelia.
Noelia era a única paciente naquele setor da UTI Neonatal.
Aquele andar era isolado; nenhuma outra criança seria levada para lá.
Antes mesmo que Cora pudesse processar o que estava acontecendo.
Viu Noelia sendo rapidamente transportada para a sala de reanimação.
Sem pensar duas vezes, Cora correu atrás deles.
— Sra. Pereira, você não pode entrar — a enfermeira barrou o caminho de Cora.
— O que aconteceu com a minha filha? Por que ela foi para a reanimação do nada? — Cora imediatamente encarou a enfermeira, segurando-a pela mão, e perguntou em disparada.
— O quadro da criança piorou de maneira drástica e inesperada. A única opção agora é uma cirurgia de emergência. É a nossa única chance — a enfermeira não escondeu a verdade.
Cora ficou em estado de choque.
As portas da sala de cirurgia já haviam se fechado.
O aviso de em cirurgia acendeu em vermelho.
Cora levou muito tempo para voltar a si.
Nos últimos três dias, ela tinha ido visitá-la assiduamente.
A situação de Noelia não poderia ser chamada de excelente, mas certamente não estava péssima.
O estado dela era estável.
Os médicos estavam discutindo o momento ideal para a operação.
Mas assim que o horário foi marcado, sofreu um atraso.
E isso foi o que a deixou tão amedrontada.

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