Dentro da mansão, Adelina também ouviu o alvoroço e desceu apressadamente as escadas.
— O que está acontecendo? — perguntou ela, fingindo aflição.
Mas a preocupação era apenas uma máscara.
No fundo de seus olhos, brilhava um toque de alegria maliciosa.
Ela encarava Cora fixamente.
Mas, ao falar, Adelina assumia um tom de ansiedade.
Aconselhando a jovem com sua voz aveludada e reconfortante.
— Cora, não se desespere. Se houver algum problema, vamos resolver com calma.
— Se você sair correndo agora, Bernardo vai ficar furioso e vai acabar descontando em você. Para que fazer isso?
— Tente se acalmar primeiro, está bem?
A voz de Adelina era gentil, sem qualquer pressa ou irritação.
Cora não deu a menor atenção.
Mas ela não conseguia se desvencilhar dos guardas.
Seu olhar se tornava cada vez mais desesperado.
Adelina observou a cena atentamente.
Fosse pelo descontrole emocional extremo ou pela força do desespero.
Cora de repente conseguiu romper a barreira dos seguranças.
— Sra. Fernandes... — exclamou o segurança, surpreso.
Mas desta vez, foi Adelina quem entrou na frente para bloqueá-la.
As duas ficaram muito próximas.
Adelina se inclinou e sussurrou perto do ouvido de Cora, de modo que só as duas pudessem ouvir:
— Cora, você está indo ver o Nicolas? — ela tinha um sorriso cínico nos lábios.
O rosto de Cora mudou drasticamente, e ela olhou para a mulher de repente.
Antes que pudesse perguntar qualquer coisa, a voz fria e implacável de Adelina ecoou.
Cruel e destituída de qualquer empatia.
— Mesmo que você vá agora, já é tarde demais. Nicolas não tem salvação.
Aquelas palavras entraram nos ouvidos de Cora de forma letal e cristalina.
Em um instante, ela compreendeu tudo.

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