Cora estava um pouco confusa, e as sobrancelhas de Bernardo se franziram.
O médico já ia até ele.
Como esperado, o ferimento de Bernardo tinha voltado a sangrar.
Cora ficou paralisada, não esperava por uma situação dessas.
Ela ficou em silêncio por um instante. Ao ver o sangue, sentiu uma leve tontura.
Na verdade, Cora nunca foi de ter tantas frescuras.
Mas, desde que engravidou, muitas vezes não conseguia controlar suas próprias reações.
Quando o cheiro de sangue chegou até ela, a náusea ficou ainda pior.
Bernardo notou imediatamente.
— Levem-na para fora — disse ele, com um tom calmo.
A enfermeira reagiu rápido e logo acompanhou Cora para fora.
Ao sair da sala de exames.
O ar fresco do corredor, misturado com o cheiro dos produtos de limpeza do hospital, bateu em seu rosto.
Isso foi aliviando gradualmente o mal-estar que Cora sentia.
— Cora, quer que eu acompanhe você até a sala de espera? — perguntou a enfermeira, com muita educação.
Cora assentiu com a cabeça.
Quanto mais a gravidez avançava, menos energia ela tinha para lidar com as coisas.
Ela seguiu a enfermeira calmamente até a sala de descanso.
Cora sentou-se no sofá da sala de descanso e cochilou um pouco. A gravidez deixava ela com muito sono.
Foi só quando o toque do celular ecoou no ambiente que Cora acordou devagar.
O visor mostrava uma ligação de Patricia.
Ela não hesitou e atendeu:
— Pati.
— Aquela vagabunda da Adelina — Patricia estava claramente furiosa. — Está espalhando fofocas por aí para difamar você. Ela é cheia de frescuras e ainda quer se fazer de vítima. Nunca vi ninguém tão falsa!
— O quê? — Cora demorou um pouco para processar a informação.


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