Cora piscou, surpresa.
E então, viu Bernardo usar os lenços para limpar suavemente o gel da sua barriga grande.
O bebê parecia saber exatamente quem estava acariciando a barriga.
Quando sentiu Bernardo, o bebê se agitou todo.
Contorcia-se alegremente de um lado para o outro, acompanhando o movimento das mãos dele.
Cora observava sua própria pele, notando facilmente as pequenas ondas formadas pelos chutes.
— Eu mesma posso fazer isso. — disse Cora calmamente.
Mas Bernardo não tinha nenhuma intenção de devolver os lenços.
Continuou inclinado, limpando a barriga dela com cuidado.
O médico falou brincando:
— Cora, seu marido realmente se preocupa muito com você. Faz muito tempo que não vejo um homem disposto a acompanhar a esposa com tanta dedicação às consultas.
Esse comentário forçou um leve sorriso no rosto de Cora.
Ele se importava?
Provavelmente sim.
Afinal, o que ela carregava em seu ventre era a moeda de troca dele.
As mãos de Bernardo hesitaram por uma fração de segundo, mas logo ele retomou a tarefa como se nada tivesse acontecido.
Com tacto, o médico saiu da sala, deixando-os a sós.
Cora olhou o médico sair até a porta se fechar.
Então, ela afastou Bernardo com delicadeza.
— Já está bom. — disse, com a voz sem emoção.
Assim que falou, fez menção de descer da maca.
Bernardo deu um passo para trás.
A atmosfera na sala ficou pesada.
Cora não conseguia prever os próximos passos dele, mas permaneceu em silêncio absoluto.
Tudo o que desejava era não estar no mesmo ambiente que ele.
Ao virar-se, tentou pegar o celular que estava sobre a mesinha ao lado.
Mas o aparelho escorregou e caiu no chão.
Cora se abaixou rapidamente para pegá-lo.
No entanto, acabou tropeçando nos próprios pés.
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