Como esperado, as exigências dela fizeram Bernardo silenciar.
Cora o encarou com altivez, esperando silenciosamente pela resposta dele.
De repente, Bernardo abaixou a cabeça e apertou o queixo dela com seus dedos fortes e demarcados.
Cora franziu a testa, pois doeu um pouco.
Mas não abriu a boca e não tentou se soltar.
Até que a voz grave dele soou, tornando impossível decifrar o que ele realmente estava pensando.
— Cora, você está negociando comigo ou me ameaçando? — Ele perguntou diretamente.
Ela sorriu de forma indiferente:
— É uma troca de condições. Claro, a escolha é sua. Você pode simplesmente não aceitar, eu não posso te forçar, não é mesmo?
Bernardo continuou a encará-la com o semblante fechado, sem deixar claro se havia aceitado ou não.
Cora mantinha-se apática.
Não nutria qualquer esperança.
Foi então que Bernardo soltou o queixo dela e assentiu.
— Está bem, eu aceito os seus termos. — Ele disse de forma direta.
Cora ficou genuinamente surpresa.
Não esperava que ele fosse ceder.
Durante o confronto momentos antes, ela estava com medo, temendo que qualquer erro fizesse o homem mudar de atitude e usar a força bruta contra ela.
O fato de ele concordar tão subitamente a deixou desconcertada.
Mas sabia que Bernardo ainda não havia terminado de falar.
Como esperado, ele a fitou com um olhar intenso, fazendo uma ameaça muito séria.
— No entanto, não tente fazer nenhum joguinho comigo. Você é casada comigo há sete anos e conhece bem o meu gênio; se tentar me enganar, eu definitivamente não deixarei barato. — As últimas palavras foram ditas em voz baixa, como um aviso.
Enquanto falava, o polegar áspero dele tocou suavemente a bochecha de Cora de novo.
Parecia carinhoso, mas era um veneno disfarçado de mel.
Aquela força calculada era o suficiente para fazê-la refletir.
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