Cora mal teve tempo de reagir antes de ouvi-lo soltar um gemido abafado de dor.
Então, ela viu que a água fervente do macarrão havia respingado diretamente no braço de Bernardo.
Seu antebraço esguio estava exposto ao ar.
As mangas da camisa já estavam dobradas até a altura do cotovelo desde o momento em que ele entrou em casa.
No instante em que a água fervente caiu, o braço de Bernardo ficou vermelho e irritado imediatamente.
Formando um contraste gritante com o tom claro de sua pele ao redor.
A panela caiu no chão.
Fazendo um estrondo imenso.
Logo surgiram bolhas no braço de Bernardo, mostrando a gravidade da queimadura.
Mesmo não sendo ela a vítima da queimadura, Cora conseguia sentir a dor só de olhar.
— Bernardo! — Cora deixou escapar, chamando-o.
Em seguida, ela se desvencilhou do abraço dele.
Devido à dor, Bernardo soltou a mão de Cora.
O mordomo e as empregadas ouviram o barulho e vieram correndo imediatamente.
Ao verem a cena, o semblante do mordomo também mudou.
— Chame o médico imediatamente. — Cora instruiu com calma.
O mordomo assentiu e virou-se para telefonar para o médico.
Cora franziu a testa olhando para o braço de Bernardo e, logo em seguida, virou-se para pegar gelo na geladeira para fazer uma compressa.
— Vá se sentar no sofá, vou procurar a pomada para queimaduras e fazer os primeiros socorros. — Seu tom ainda era de urgência.
— Está bem. — Bernardo respondeu fracamente.
Ele seguiu Cora com o olhar.
Ela já estava caminhando em direção à sala de estar para buscar a caixa de primeiros socorros.
Esses itens eram guardados e organizados por ela no dia a dia.
No fundo dos olhos dela, ele podia ver que a preocupação de Cora era real, e não a indiferença que ela demonstrava superficialmente.
Isso fez o descontentamento de Bernardo se dissipar um pouco.
Ele sabia que o coração dela havia amolecido.

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